Trump diz que EUA e Cuba devem chegar a acordo e descarta ação militar
Declaração foi feita na Casa Branca e ocorre em meio ao bloqueio de petróleo e ao aumento da pressão sobre Havana/White House/Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26/9) que acredita que Washington e Havana devem chegar a um acordo e descartou, neste momento, a necessidade de uma intervenção militar em Cuba.
“Eu diria que Cuba e nós chegaremos a um acordo. Não acho que precisaremos das forças armadas […] Queremos ajudar Cuba. Queremos abrir Cuba para o nosso povo”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, antes de embarcar para o Tennessee.
A declaração ocorre após meses de tensão entre os dois países. Desde o início do ano, os EUA mantêm um bloqueio ao petróleo destinado a Cuba, medida que agravou a escassez de combustível e os apagões enfrentados pela população cubana.
A pressão de Washington aumentou após a operação militar que capturou o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, em janeiro. Desde então, Trump tem feito declarações sobre a necessidade de uma mudança de regime em Cuba.
Diálogo aberto
Na terça-feira (22/9), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump classificou Cuba como um “Estado falido” e afirmou que “a liberdade chegará” à ilha caribenha. A declaração provocou a saída da delegação cubana do plenário.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu na quarta-feira (23/9) que Cuba precisa promover mudanças políticas e econômicas para conseguir atrair investimentos estrangeiros. Segundo ele, o governo cubano tem uma “oportunidade de ouro” para mudar o rumo do país.
“Cuba tem uma oportunidade de ouro para se colocar em um caminho irreversível rumo a um futuro melhor. E estamos preparados para ajudar nesse sentido, caso eles estejam abertos a isso”, ressaltou Rubio a jornalistas.
Neste sábado, o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, respondeu durante a Assembleia Geral. Sem citar Trump diretamente, destacou que Havana “estará sempre aberta ao diálogo” com os EUA e criticou o embargo comercial imposto por Washington há mais de 60 anos.
“Estamos abertos a relações comerciais e empresariais com empresas americanas, assim como com qualquer outro país”, declarou.
Fonte: metropoles.com/Álvaro Luiz