Prefeita não comparece à audiência com mãe atípica agredida pela Guarda Municipal

Adriane Lopes não compareceu à audiência com mãe atípica que foi agredida pela Guarda Municipal (Foto: Arquivo)

Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) não compareceu à audiência de conciliação com a professora e mãe atípica Elizângela Silva de Souza, agredida pela Guarda Municipal durante protesto na abertura do “Natal dos Sonhos” no dia 29 de novembro do ano passado. Nesta segunda-feira (6), o juiz Juliano Rodrigues Valentim, da 3ª Vara Cível de Campo Grande, determinou que a chefe do Poder Executivo justifique a ausência em 15 dias.

Conforme o magistrado, a prefeita pode ser multada por ato atentatório à dignidade da Justiça. A audiência foi realizada no dia 29 de abril deste ano. A vítima também não compareceu.

Elisângela participava de protesto contra a gestão de Adriane no final de novembro do ano passado quando foi agredida e jogada ao chão pela Guarda Municipal. Além da truculência, ela foi atacada pela prefeita durante entrevista ao programa Tribuna Livre da FM Capital, realizada no dia 2 de dezembro passado.

Na ocasião, Adriane acusou os manifestantes de estarem armados e até de ter um com mais de 50 passagens pela polícia. Missionária da Assembleia de Deus Missões, a prefeita não provou a acusação. Durante o protesto, apenas um motoboy foi preso com um canivete usado no trabalho.

Elizângela sustenta “que, embora não tenha sido mencionada nominalmente na entrevista, as declarações teriam contribuído para a criação de um ambiente de difamação e perseguição, especialmente após a publicação de matérias jornalísticas e postagens em redes sociais que passaram a citar diretamente seu nome, fazendo referências ao seu histórico judicial e associando sua imagem a supostos esquemas ilícitos, o que entende ter ocorrido de forma coordenada”.

Na Justiça, a mãe atípica firmou que “tais circunstâncias resultaram em exposição vexatória, violação à sua honra, imagem e dignidade, bem como em suposto linchamento moral público, causando-lhe sofrimento psicológico e constrangimentos perante a comunidade”. Ela pediu indenização de R$ 200 mil.

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt

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