Opção a Flávio, Tereza Cristina fica com 1% e não tem votos de homens e evangélicos, diz pesquisa

Sonho de disputar a presidência por ir ladeira abaixo após pesquisa revelar que senadora fica com 0% entre homens e evangélicos, a base bolsonarista no País (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Apontada como opção ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, a senadora Tereza Cristina (PP) aparece na lanterna com 1%, segundo levantamento do instituto Alfa Inteligência. A ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro não nenhum voto entre os homens e evangélicos, principal base do bolsonarismo no País.

Esse levantamento é o primeiro que inclui a ruralista como opção na disputa presidencial e joga um balde de água fria nas pretensões da senadora sul-mato-grossense. Crítica contumaz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ela não tem índice nem para entrar na disputa para ser candidata a vice na chapa de Flávio.

Madrinha política de Adriane Lopes (PP), apontada por pesquisas como a pior prefeita do Brasil, Tereza Cristina não chega mesmo a sair de 1% nem no Centro-Oeste, região que inclui Mato Grosso do Sul e onde o agronegócio, sua base eleitoral, é a base da economia também dos estados do Mato Grosso e Goiás.

Confira os números da pesquisa divulgada nesta sexta-feira (12):

  • Lula (PT): 40%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 31%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 7%
  • Romeu Zema (Novo): 7%
  • Joaquim Barbosa (DC): 3%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Tereza Cristina (PP): 1%
  • Outros: 1%
  • Nenhum/brancos/nulos: 7%
  • Não sabe: 1%

O instituto ouviu 2.004 eleitores entre os dias 5 e 10 de junho deste ano. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou menos. O levantamento foi registrado no TSE com o número: BR-03496/2026.

Considerando-se por segmento, a situação de Tereza Cristina é ainda pior. A ex-ministra da Agricultura fica com 0% entre os evangélicos, a principal base eleitoral do bolsonarismo. Entre os católicos, ela pontua 1%.

Outra péssima notícia é 0% entre os homens, outro grupo onde Flávio Bolsonaro (35%) empata com Lula (37%). Tereza não consegue se destacar nem entre as mulheres, onde também tem 1%, contra 42% de Lula.

Por faixa etária, a senadora de MS só obtém 1% entre os eleitores de 25 a 34 anos e com mais de 70 anos. Nas demais, ela fica sem voto. Também obtém 0% na região Sul.

Tereza pode deixar de ser opção

Os números da pesquisa devem levar o PP a descartar a senadora como candidata a presidente da República em eventual rompimento com Flávio Bolsonaro após o filho de Bolsonaro abandonar o presidente nacional da sigla, Ciro Nogueira, a própria sorte no escândalo do Banco Master.

Conforme a CNN, Flávio foi duro com Nogueira quando o senador foi acusado de receber mesada de R$ 300 mil por mês do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Também não ajudou na denúncia de que teve férias milionárias bancadas pelo banqueiro.

Sem votos, Tereza deve deixar de ser opção como candidata a vice-presidente de Flávio. Chamada de “vovozinha” e de “vice ideal” pelo filho 01, a senadora deve ser colocada na geladeira ao mostrar que não tem votos no País.

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt

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