MPE pede a condenação de Patrola por favorecer prostituição e R$ 50 mil por vítima
Ação contra André Patrola tramita na 3ª Vara Criminal de Campo Grande. (Foto: Arquivo)
O MPE (Ministério Público do Estado) quer a condenação do poderoso empresário André Luiz dos Santos, o André Patrola, por favorecimento à prostituição. A promotora Aline Mendes Franco ainda pede pagamento de danos morais de, no mínimo, R$ 50 mil para cada uma das vítimas. A denúncia envolve três mulheres.
O processo contra o dono da empresa A.L. dos Santos tramita na 3ª Vara Criminal de Campo Grande e está na fase de alegações finais.
Conforme a denúncia, no ano de 2021, Patrola atraiu as vítimas e facilitou a prostituição, aproveitando-se de sua posição social e influência, premeditando e organizando evento em sua fazenda no município de Coxim, para o qual engodou as vítimas, com o claro propósito de exploração sexual. Elas foram levadas de avião da Capital até a cidade do interior.
O vereador Marquinhos Trad (PV), ex-prefeito de Campo Grande, também foi denunciado no processo, mas foi absolvido
Segundo o MPE, uma rede de influência tentava “abafar” não apenas a conduta do ex-prefeito, mas todo o esquema de exploração sexual no qual André atuava como organizador e agenciador.
Uma das mulheres foi inserida no Proinc, com assinaturas de folha ponto em um único dia e ausência de trabalho efetivo. Segundo a promotora, a situação demonstra o cenário de dependência e vulnerabilidade socioeconômica das vítimas.
“Bem como a troca de favores que servia de pano de fundo para as “convocações” feitas por André Luiz ao atrair as vítimas à prostituição, comprovando documentalmente a utilização da estrutura municipal para atrair as mulheres que seriam, posteriormente, aliciadas para a exploração sexual em outros locais”.
Para o MPE, o emprego era, na verdade, uma forma de pagamento ou retribuição (vantagem indevida) pelos encontros sexuais.
“Depreende-se do relato que a conduta de André Luiz inicia-se não em Coxim, mas no gabinete do então Prefeito, e se perpetua em ligações posteriores, em perfeita materialização do abuso de poder para fins de exploração sexual’.
Nas alegações finais, a promotoria reforça que não havia consentimento, mas submissão. “Além disso, o “consentimento” e quem age sob a ameaça de perder o emprego, a casa e a subsistência de seus filhos nada mais é do que coação”.
Fonte: ojacare.com.br/By Especial para O Jacaré