IPCA-15: vilões, tomate, batata e cenoura dobram de preço no 1º semestre

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ficou em 4,8% no acumulado de 12 meses até junho, segundo dados divulgados pelo IBGE/Foto: GettyImages

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, foi de 0,41% em junho deste ano, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice chegou a este patamar embalado, entre outros itens, pelos aumentos nos preços de tomate e da batata-inglesa. No primeiro semestre, os dois alimentos citados e a cenoura mais do que dobraram de preço.

As altas acumuladas, respectivamente, de tomate, cenoura e batata-inglesa foram de 103,84%, 103,10% e 100,20%.

Especificamente no IPCA-15 de junho, dois destes itens tiveram participação destacada na elevação da inflação. Veja itens que mais pesaram na alimentação no domicílio:

  • batata-inglesa (29,42%);
  • tomate (17,27%);
  • feijão-carioca (14,29%); e
  • cebola (9,54%).

Ainda no subgrupo alimentação no domicílio, que pertence ao grupo alimentação e bebidas, também houve retrações do IPCA-15 em junho, casos do café moído (-3,69%) e das frutas (-0,96%).

As altas destes itens contribuíram para que a inflação do grupo alimentação e bebidas em junho fosse a maior entre os nove grupos pesquisados: 0,74%. A participação foi de 0,16 ponto percentual de todo o índice.

A alta do grupo de alimentos foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, embora tenha desacelerado de maio (1,73%) para junho (0,87%).

Variação entre grupos

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de maio a 16 de junho de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de abril a 15 de maio de 2026 (base).

Os produtos e serviços que compõem o IPCA-15 são divididos em nove grupos. Dos nove, apenas dois tiveram sensíveis variações negativas:

  • transportes: -0,03%; e
  • educação: -0,02%.

Os outros sete apresentaram altas que variaram de 0,34% (comunicação e despesas pessoais) a 0,74% (alimentação e bebidas).

O segundo grupo com maior elevação foi o de habitação, com alta de 0,72% e impacto de 0,11 ponto percentual no índice.

O destaque em habitação foi a elevação de 2,04% na energia elétrica residencial, sendo este o principal impacto individual no grupo.

A elevação na conta de energia tem relação com a vigência da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100kWh consumidos.

Variação de cada grupo em junho:

  • Alimentação e bebidas: 0,74%;
  • Habitação: 0,72%;
  • Artigos de residência: 0,36%;
  • Vestuário: 0,45%;
  • Transportes: -0,03%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,47%;
  • Despesas pessoais: 0,34%;
  • Educação: -0,02%;
  • Comunicação: 0,34%.

Fonte: metropoles.com/Deivid Souza

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