10 de outubro de 2026
Sindicatos

Coordenação do Fórum dos Servidores fortalece unidade com adesão da Cobrapol e discute temas importantes do funcionalismo público

Em reunião nesta sexta-feira (09/10), lideranças debateram o endividamento do funcionalismo e a Ação Civil Pública que cobra aumento de 0,75% na alíquota patronal do Estado

A coordenação do Fórum dos Servidores Públicos de Mato Grosso do Sul esteve reunida nesta sexta-feira (09/10), para definir novas diretrizes de mobilização sindical e articulação institucional. O encontro foi marcado pela adesão oficial da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), representada pelo seu presidente, Giancarlo Miranda, ampliando o respaldo das pautas do funcionalismo sul-mato-grossense nos cenários estadual e nacional.

O alinhamento contou com a participação dos coordenadores e dirigentes sindicais Fabiano Reis (SINDIJUS-MS), Leonardo Barros de Lacerda (SINDIJUS-MS), Mário Márcio dos Santos Jurado (SINPOL-MS), Ellayne Fátima Loureiro de Freitas (SINMASUL), Ricardo Alexandre Corrêa Bueno (SINTSS), Bruno Alves da Silva Nascimento (SINDETRAN), Cláudio Mário Salvador Menezes de Souza e Thiago Monaco Marques.

Na pauta, temas prioritários centralizaram os debates: a escalada do endividamento dos servidores públicos, a sustentabilidade da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) e as estratégias judiciais para reequilibrar o plano de saúde da categoria.

Ação Civil Pública e a cobrança da cota patronal

Durante o encontro, os dirigentes analisaram os desdobramentos da Ação Civil Pública (ACP) protocolada pelo Fórum contra o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. A peça jurídica contesta o histórico de repasses insuficientes e as reduções graduais nos cronogramas de reajuste anual da alíquota patronal destinadas à Cassems.

A medida judicial cobra um acréscimo de 0,75% na contrapartida patronal repassada pelo Executivo estadual — índice fixado em 5,25% —, aproximando-o dos percentuais suportados pelos trabalhadores. Atualmente, o servidor arca com alíquotas que variam em torno de 6% e podem alcançar até 7,5% quando há a inclusão de três ou mais dependentes no plano.

Endividamento e o impacto dos custos com saúde

As lideranças alertaram para a situação orçamentária crítica que atinge servidores ativos, aposentados e pensionistas. Diante de perdas salariais acumuladas e da ausência de recomposição frente à inflação, os custos crescentes com assistência médica têm aprofundado o superendividamento das famílias.

Para a bancada sindical, o Estado tem transferido a conta da manutenção da autogestão em saúde para o bolso do trabalhador, tornando a elevação patronal uma urgência tanto humanitária quanto jurídica.

A força da união no serviço público

Ao avaliar as deliberações e a chegada de novas entidades ao colegiado, o coordenador Fabiano Reis enfatizou a união do funcionalismo público.

“Nenhum sindicato ou categoria consegue vencer essa batalha de forma isolada. A verdadeira força do Fórum dos Servidores está na capacidade de agir com unidade, transparência e convergência de objetivos. A adesão da Cobrapol, sob a presidência de Giancarlo Miranda, fortalece ainda mais o Fórum.”

Fonte: Roberta Cáceres / Jornal do Servidor Público MS | Foto: Mariana Moreira

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