Entidades debatem reajuste da Cassems e articulam mobilização junto ao governo de MS

Representantes de diversas entidades sindicais e classistas participaram, nesta quarta-feira (27), de uma reunião realizada na sede do Fórum dos Servidores Públicos de Mato Grosso do Sul para discutir o reajuste na taxa de contribuição dos cônjuges dependentes da Cassems. O encontro contou com a presença do presidente da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado, Ricardo Ayache, que respondeu aos questionamentos apresentados pelas lideranças presentes.

O principal ponto debatido foi o aumento da contribuição dos cônjuges dependentes, que passou de R$ 35 para R$ 450. Segundo Ayache, a medida é necessária para equilibrar o déficit financeiro gerado por esse grupo e assegurar a sustentabilidade do plano de saúde.

As explicações geraram intenso debate entre os representantes das entidades, principalmente em relação ao impacto financeiro para os servidores com menores salários. Durante a reunião, foi discutida a possibilidade de um escalonamento do reajuste, considerando que o valor fixo de R$ 450 pode comprometer significativamente a renda de famílias com salários inferiores a R$ 5 mil.

Outro ponto levantado pelas lideranças foi a responsabilidade do Governo do Estado diante da situação financeira enfrentada pelos servidores. Segundo os representantes do Fórum, a ausência de reajustes salariais nos últimos anos contribuiu diretamente para o agravamento do cenário. Também foi questionada a política de auxílio-saúde destinada a servidores com salários mais elevados, enquanto muitos trabalhadores que mais necessitam acabam sem qualquer tipo de contribuição.

Ao final do encontro, ficou acordada a realização de uma nova reunião entre os representantes do Fórum dos Servidores para deliberar sobre a possibilidade de uma manifestação na Governadoria, diante da falta de diálogo com o Governo do Estado até o momento.

O Sindicato dos Peritos Oficiais Forenses de Mato Grosso do Sul (SINPOF/MS) esteve presente na reunião, acompanhando as discussões e reforçando a defesa dos interesses dos Peritos Criminais e Peritos Médicos-Legistas.

Fonte: SINPOF/MS

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