Punido com aposentadoria pela fuga de Palermo, desembargador ganha R$ 51,7 mil por mês
Gerson Palermo é transferido pelas forças de segurança da Bolívia para o Brasil
Punido com a aposentadoria compulsória pela fuga do narcotraficante Gerson Palermo, recapturado nesta terça-feira (26) em uma fazenda na Bolívia, o desembargador Divoncir Schreiner Maran ganhou R$ 51.797 em abril deste ano – o equivalente a 31 salários mínimos. Um trabalhador comum levaria quase três anos receber o valor pago em um mês ao magistrado.
Maran teve o vencimento reduzido pela metade com o fim dos penduricalhos determinado pelo Supremo Tribunal Federal. De acordo com o Portal da Transparência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, até março deste ano, ele recebia R$ 97,8 mil por mês – a aposentadoria no valor de R$ 51,8 mil e mais o penduricalho de R$ 46 mil livre de qualquer desconto.
O ex-presidente do TJMS conseguiu aposentadoria por idade em abril de 2024 quando completou 75 anos. Em abril deste ano, o tribunal foi obrigado a aplicar a pena de aposentadoria compulsória imposta pelo Conselho Nacional de Justiça.
O CNJ o puniu por ter concedido prisão domiciliar para Gerson Palermo durante o feriadão de Tiradentes de 2020 sem exigir exames médicos para comprovar a comorbidade, suprimir instância e analisar o pedido de habeas corpus, protocolado em 208 páginas, em uma noite. Graças a Divoncir Schreiner Maran, Palermo deixou o Presídio de Segurança Máxima de tornozeleira. Em casa, o bandido rompeu o equipamento e fugiu.
Durante a fuga, ele foi acusado de sequestrar a filha para tentar recuperar dinheiro. A partir da investigação desse sequestro, a Polícia Civil deu pistas da localização de Gerson Palermo, que foi recapturado pela Polícia Federal em ação conjunta com os policiais da Bolívia.
A Polícia Federal já concluiu o inquérito contra Maran pela fuga e encaminhou o caso para o Superior Tribunal de Justiça, de acordo com a CNN. Se for condenado, ele pode perder a aposentadoria compulsória e até ser preso.
Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt