30 de setembro de 2026
Mundo

Últimas tropas dos EUA deixam Iraque após mais de 20 anos

Forças americanas tinham deixado o país em 2011, mas retornaram em 2014. Invasão do Iraque ocorreu em 2003/Scott Nelson/Getty Images

As últimas tropas dos Estados Unidos vão deixar o Iraque nesta quarta-feira (30/9). A saída marca o fim de mais de duas décadas de operação no país, iniciada em 2003, e atende a um acordo firmado em 2024 sob a presidência de Joe Biden. 

As forças americanas tinham deixado o Iraque em 2011, mas retornaram em 2014 para enfrentar o Estado Islâmico. 

Os Estados Unidos invadiram o Iraque com o objetivo de destruir supostas armas de destruição em massa e derrubar o regime de Saddam Hussein. O ditador foi capturado no mesmo ano e executado em 2006, após ser considerado culpado de crimes contra a humanidade.

Nenhuma arma de destruição em massa foi encontrada no país.

A autorização para a operação ocorreu após os ataques de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, reivindicados pela Al-Qaeda. A estimativa é que 461 mil pessoas tenham morrido no Iraque por causas relacionadas à guerra entre 2003 e 2011.

O desafio do Iraque agora é executar um plano de desarmar as milícias apoiadas pelo Irã. O principal foco é que grupos que integram as Forças de Mobilização Popular (PMF) entreguem suas armas para o Estado. Em troca, membros de tais organizações paramilitares serão integrados às estruturas de segurança iraquianas.

Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas na semana passada,  o primeiro-ministro Ali al-Zaidi afirmou que seu governo está “empenhado em garantir que o Estado seja o tomador de decisões final em questões de paz e guerra, e que as armas e os instrumentos de poder permaneçam nas mãos de suas instituições constitucionais”.

Ele também disse que a cooperação com os norte-americanos deve continuar de outras formas. “Com o fim da missão da coalizão internacional no Iraque, estamos levando nosso relacionamento com nossos parceiros estratégicos para uma nova fase, passando da cooperação militar para a cooperação econômica e de desenvolvimento a serviço de nossos interesses comuns.”

Fonte: metropoles.com/Thays Martins

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