Tensão antes do 2° dia de greve contra a reforma do sistema de aposentações

As escolas, os transportes, as centrais eléctricas e refinarias deveriam estar fortemente perturbados ou até mesmo bloqueados nesta terça-feira em resposta a um novo apelo da intersindical à mobilização. A 19 de Janeiro, aquando do primeiro dia de paralisação, os sindicatos contabilizaram 2 milhões de grevistas pelo país fora, com 3 em 10 funcionários a observar a greve.

Para além dos bloqueios previstos amanhã, algumas organizações, nomeadamente a CGT, uma das principais centrais sindicais do país, preconizam acções mais pujantes para aumentar a pressão sobre o governo, como uma greve nos caminhos-de-ferro durante as férias escolares de Fevereiro, com um possível impacto no sector do turismo já em dificuldade depois de dois anos de restrições no âmbito do combate à pandemia.

Segundo as mais recentes sondagens, 72% dos franceses rejeita o projecto de alteração do sistema de aposentações que além do adiamento da idade da reforma, também prevê um prolongamento do período de cotização.

De acordo com um estudo de impacto deste projecto apresentado nestes últimos dias,este plano governamental penaliza as mulheres que poderiam ter que trabalhar dois a cinco meses a mais do que os homens.

Somado a isto, os partidos de oposição, essencialmente à esquerda, lançaram 7 mil propostas de emenda ao projecto. Nem os Republicanos que têm acompanhado até agora o governo garantem o seu apoio incondicional.

Isto não parece contudo abalar o governo. Neste fim-de-semana, a primeira-ministra Elisabeth Borne disse que “o adiamento da idade da reforma para 64 anos não é negociável”. O ministro do Interior, Gerald Darmanin, quanto a si, acusou os partidos de esquerda congregados no NUPES de pretenderem “instaurar a confusão” e de não defender os “valores do trabalho”.

Neste novo dia de bloqueio em que as autoridades antecipam manifestações reunindo mais de um milhão de pessoas, foi anunciada a mobilização de 11 mil polícias em todo o país.

Fonte: RFI

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