Sem transparência: prefeita esconde salários e “penduricalhos” de servidores há seis meses
Falta de transparência marca gestão Adriane Lopes (Foto: Arquivo)
Há seis meses, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), esconde a remuneração dos servidores municipais. Isso significa que, apesar de estarmos em agosto, a última remuneração paga disponível no Portal da Transparência é a de fevereiro. Além disso, essa não é a primeira vez que a gestora omite dados públicos.
Em maio deste ano, O Jacaré noticiou que a prefeita estaca postergando a publicação da folha de pagamento de fevereiro, com atraso que superava os 60 dias. O motivo na época era o aumento no salário dos secretários em 119% e o próprio em 50%.
Cristiano Pavini, do Transparência Brasil, afirma que não há uma lei federal que obrigue as prefeituras a divulgar mensalmente os salários, porém, não podem esconder esses pagamentos. De toda forma, a Lei de Acesso à Informação, determina que despesas devem ser publicadas em transparência.
Além disso, é imoral que uma prefeita evangélica e que se diz comprometida com o povo, esconda dados básicos da transparência, como o salário dos servidores. Vale lembrar que, governo do Estado, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Governo Federal e até o Supremo Tribunal Federal divulgam os valores.

Apesar de se apresentar como evangélica, a prefeita não adota o princípio bíblico de priorizar os mais pobres na gestão. Conforme o Portal da Transparência, o subsídio de Adriane Lopes teve aumento de 50% nos últimos dois anos, passando de R$ 21.263,62, em dezembro de 2024, para R$ 31.912,16 em fevereiro deste ano. O aumento é quase dez vezes acima da inflação acumulada.
Mais sortudo ainda foram os secretários municipais com aumento generoso de 119,55% no mesmo período, com o subsídio saltando de R$ 11.619,70 para R$ 25.511,95. Se for considerar o decreto de contingenciamento, em vigor desde o ano passado, há desconto de 20%. Mesmo assim, o salário de secretário acumula aumento de 75%, já que o subsídio está em R$ 20.409,56.
Além dos subsídios, Adriane deixou de divulgar os “penduricalhos”, como gratificações e jetons, que quase dobram os salários dos secretários e apadrinhados. Após a polêmica da folha secreta em 2024, o Tribunal de Contas do Estado determinou a publicação dos subsídios e itens que eram pagos por meio de uma folha secreta.
A prefeita voltou a descumprir a determinação da corte fiscal.
Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres