28 de agosto de 2026
Mundo

General dos EUA chega à Colômbia para reforçar combate a cartéis

Visita ocorre após Bogotá aderir à coalizão contra cartéis liderada por Washington e em meio à nova política de segurança de Espriella/Foto: Comando do Sul dos EUA

O comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis L. Donovan chegou à Colômbia na quarta-feira (26/8) para se reunir com integrantes da nova cúpula das Forças Armadas colombianas e discutir estratégias conjuntas de combate ao crime organizado transnacional.

A visita ocorre em meio à aproximação entre os governos de Donald Trump e Abelardo de la Espriella na área de segurança.

Já sob o comando de Abellardo De la Espriella, Bogotá passou a integrar recentemente a Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C), iniciativa liderada por Washington para ampliar a cooperação entre países do continente no enfrentamento ao narcotráfico, ao terrorismo e a redes criminosas transnacionais.

Em publicação nas redes sociais, o Comando Sul afirmou que Donovan viajou à Colômbia para “se encontrar com os novos líderes militares do país para discutir esforços conjuntos no combate aos narcoterroristas e no fortalecimento da parceria de segurança entre os EUA e a Colômbia”.

O Comando Sul destacou ainda que a Colômbia é um parceiro histórico dos Estados Unidos no combate aos cartéis e classificou o país como um importante ator da segurança regional. A corporação ressaltou a entrada de Bogotá na A3C.

Como parte da aproximação entre os dois países, Estados Unidos e Colômbia também acertaram o empréstimo de três drones MQ-9A Reaper para apoiar operações contra organizações criminosas.

Nova política de segurança

EUA ampliam estratégia contra narcotráfico

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que organizações classificadas por Washington como terroristas podem ser consideradas “alvos legítimos” em operações conduzidas em parceria com governos da região.

Questionado sobre a possibilidade de ações militares contra grupos armados na Colômbia, Hegseth citou dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN). Na sequência, ampliou a declaração para outras organizações classificadas pelos Estados Unidos como terroristas.

“Organizações terroristas designadas com governos parceiros serão alvo legítimo do governo dos Estados Unidos, com governos parceiros, incluindo a Colômbia”, afirmou.

Fonte: metropoles.com/Manuela de Moura

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