Fórum dos Servidores Públicos cobra reunião urgente com governador Riedel sobre Cassems e aponta déficit patronal
Coordenadores protocolaram ofício na Governadoria exigindo respostas sobre a sustentabilidade do plano de saúde e cobrando maior participação patronal do Estado
Na manhã da última quinta-feira (21), os coordenadores-gerais do Fórum dos Servidores Públicos de Mato Grosso do Sul estiveram na Governadoria do Estado para protocolar um ofício direcionado ao governador Eduardo Riedel. O documento cobra uma resposta formal do Poder Executivo e exige a abertura de um canal de diálogo urgente para debater sobre a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems).
A comitiva que esteve presente na Governadoria foi composta pelos coordenadores-gerais Fabiano Reis de Oliveira (SINDIJUS), Mário Márcio dos Santos Jurado(SINPOL-MS) e Ana Cláudia Gomes (SISALMS), acompanhados pelo coordenador de Comunicação da entidade, Cláudio Mário Salvador Menezes de Souza.
Silêncio do Estado agrava insegurança dos servidores
O principal objetivo da ação foi reiterar formalmente os termos do Ofício n° 01/2026, que havia sido protocolado junto ao Governo do Estado em fevereiro deste ano. Segundo o Fórum, passados alguns meses desde a primeira tentativa de interlocução, o governador ainda não emitiu nenhuma resposta oficial sobre as demandas apresentadas.
A falta de posicionamento governamental, somada às recentes medidas financeiras anunciadas pela Cassems, acendeu o sinal de alerta entre o funcionalismo público estadual. Os coordenadores relatam um clima de forte apreensão e insegurança jurídica e assistencial entre os servidores e suas famílias, que dependem diretamente do plano de saúde.
Perdas salariais
No documento protocolado, o Fórum dos Servidores detalha os principais fatores que têm sufocado a saúde financeira da assistência médico-social. Entre os pontos destacados pelas lideranças sindicais estão:
• Perdas salariais históricas: O achatamento dos vencimentos dos servidores reflete diretamente na arrecadação do plano, uma vez que as contribuições são baseadas em percentuais salariais;
• Inflação da saúde suplementar: A elevação contínua e acima da inflação oficial dos custos de procedimentos, insumos e tratamentos médicos;
• Envelhecimento da carteira: O aumento da idade média dos beneficiários titulares, o que naturalmente eleva a sinistralidade e a demanda por atendimentos complexos;
• Insuficiência da coparticipação estatal: A necessidade urgente de um aumento na contrapartida financeira do Estado (contribuição patronal) para equalizar o sistema.
Em busca de uma solução conjunta
Apesar do tom de cobrança devido à urgência do cenário, as lideranças do Fórum enfatizaram que a postura das entidades representativas permanece pautada pela diplomacia e pela responsabilidade. O foco é garantir a qualidade e a continuidade dos atendimentos sem que o peso financeiro seja transferido integralmente para as costas do trabalhador.

“O objetivo das entidades representativas permanece sendo a construção de soluções equilibradas, responsáveis e sustentáveis, preservando a continuidade e a qualidade da assistência médico-social dos servidores públicos estaduais e seus dependentes”, destaca trecho do documento.
O Fórum dos Servidores Públicos reforça que aguarda o retorno do governador Eduardo Riedel para o agendamento imediato da audiência institucional, reiterando que a categoria permanece totalmente aberta ao diálogo para encontrar alternativas conjuntas.
Veja o ofício na íntegra:


Fonte: Roberta Cáceres/ Jornal Servidor Público MS