Desembargador vota com relatora e placar é 2 x0 para revogar medida protetiva a Adriane
Julgamento já conta com dois votos para revogar medida protetiva usada por Adriane contra crítico de sua gestão (Foto: Arquivo)
O desembargador Lúcio R. da Silveira acompanhou o voto da relatora, desembargadora Elizabete Anache, e o placar é 2 x 0 para revogar a medida protetiva concedida à prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP), contra o influencer Bruno Ortiz Barbosa. O julgamento da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul começou na última sexta-feira (26) e vai até o dia 3 de julho deste ano.
A magistrada analisou que não houve prova de violência de gênero ou misoginia contra Adriane. A turma pode acabar com a estratégia da prefeita, de usar a Lei Maria da Penha, instituída para proteger mulheres vítimas de violência, para calar os adversários políticos e críticos da atual gestão, considerada a pior do Brasil.
“Os relatos da ofendida e os vídeos referidos indicam conflito de índole predominantemente política, com menção a ataques também direcionados a outros agentes políticos, sem evidência, em cognição sumária, de ataque específico a ofendida por ser mulher ou de discriminação de gênero”, observou Elizabete.
Em seguida, a magistrada deixa claro que prefeita citou até os ataques ao deputado estadual, o marido Lídio Lopes (Avante), para obter a medida protetiva. “As referências ao cônjuge da prefeita, por si, não configuram menosprezo ou agressão”, rebateu a desembargadora.
A medida protetiva foi concedida no plantão pelo juiz Márcio Alexandre Wust. Ele acatou pedido da defesa de Adriane que o influencer, que é candidato a deputado estadual pelo Republicanos, era o vilão. À imprensa, a prefeita dramatizou e citou a mãe, que estava sofrendo síndrome do pânico pela invasão de sua casa, mas não citou os vereadores nem o marido, que foram incluídos no pedido de medida protetiva.
Candidato a deputado estadual nas eleições deste ano, Ortiz passou a incomodar a prefeita ao expor os vereadores aliados e o marido, que divulgam os feitos da prefeita e ignoram a situação de abandono da cidade, com buracos por toda parte, falta de remédios, médicos e materiais para exames nos postos, escândalos de corrupção, aumento de impostos e piora na prestação do serviço público.
O julgamento deve ser concluído com voto do desembargador Emerson Cafure, que tem até sexta-feira para se manifestar.
Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt