Bolsonarista, pastores, médicos e professores, os 20 vereadores contra a CPI na Saúde

Para proteger Adriane Lopes, a pior prefeita da história, vereadores, que ganham R$ 26 mil por mês e gastam mais tempo com medalhas e moções, do que priorizando um problema grave na Capital

Bolsonaristas, pastores evangélicos, médicos e professores fazem parte do grupo de 20 vereadores contra a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a saúde de Campo Grande. Para evitar mais desgastes à gestão de Adriane Lopes (PP), a pior prefeita do Brasil, a maioria dos parlamentares evita investigar o desvio de R$ 156,8 milhões na saúde, a falta de remédios nos postos de saúde, o calote em fornecedores e até a morte de crianças pela precariedade nas UPAs.

A proposta de investigar foi apresentada pelo vereador Jean Ferreira (PT), mas esbarrou na falta de apoio no parlamento, que dá as costas para o povo de Campo Grande e faz ouvidos moucos para o sofrimento da população.

Até o momento, apenas os vereadores André Salineiro (PL), Fábio Rocha (União Brasil), Flávio Cabo Almi (PSDB), Maicon Nogueira (PP), Luiza Ribeiro e Landmark Rios, do PT, e Marquinhos Trad (PV) apoiam a investigação. Para criar a CPI, é preciso 10 assinaturas e ainda faltam dois vereadores.

A crise na saúde e a morte de crianças não sensibilizam os pastores da Câmara, como é o caso dos vereadores Neto Santos e Herculano Borges, do Republicanos, Leinha (Avante) e Clodoilson Pires (Podemos). O sofrimento dos mais pobres não tem sensibilizado os políticos que usam o púlpito para se projetar na vida pública.

A CPI não tem o aval dos três médicos – Dr. Victor Rocha (PP), Dr. Lívio Leite (União Brasil) e Dr. Jamal Salem (MDB) – nem dos dois professores, Professor Juari (PSDB) e Riverton (PP).

Até os bolsonaristas, como Ana Portela e Rafael Tavares, do PL, que vivem nas redes sociais se mostrando se sensibilizando com os problemas do povo, dão as costas para livrar Adriane de desgaste político com a eventual abertura da “caixa-preta” da saúde.

Investigação para abrir “caixa-preta”

Os defensores da CPI apontam o desvio de R$ 156,8milhões e a falta de prioridade da gestão de Adriane. Do mesmo partido da prefeita, Maicon Nogueira conta que a prefeitura reduziu o investimento em saúde de 30% para 22%. Apesar da receita ter crescido, a redução pode explicar a falta de remédios, de materiais para exames e da precariedade nos postos de saúde.

“Primeiro porque há mais de 2 bilhões /ano para a Saúde e sequer há remédios nas unidades de saúde c/c ausência de alimentação e fraldas para os filhos (as) das mães atípicas. Nos últimos meses óbitos acontecendo e denúncias aumentando no CMS (Conselho Municipal de Saúde)”, pontuou Marquinhos.

“Segundo. Porque no ano 2024 houve uma expressa confissão da Prefeita e dos titulares das Secretarias de Saúde e Finanças que se utilizaram de valores da saúde pública municipal para cobrir pagamentos de folhas de pessoal”, destacou, sobre os R$ 156 milhões, que também já são investigados pelo Tribunal de Contas da União.

Flávio Cabo Almi explicou que assinou a CPI por questão moral, mas que não acredita em um resultado efetivo. Ele disse que a investigação feita pelo Ministério Público Estadual poderia ser mais efetiva e ter menos gastos para os cofres públicos.

Landmark avalia que a CPI poderá abrir a “caixa-preta” da saúde e desvendar a causa dos problemas e aponta soluções. Ele citou o fato de usuários da rede municipal de saúde superar em 66% a população de Campo Grande, o que significa que a Capital atende moradores de todo o Estado.

Insensíveis e caros

Cada vereador da Capital ganha salário de R$ 26 mil por mês e tem uma ajuda de custo de R$ 25 mil. Eles foram eleitos para representar o povo, mas ignoram problemas graves para passarem a maior parte do mandato aprovando moção de congratulação e torrando o dinheiro público com medalhas.

A população de Campo Grande sofre e, a pior classe política do momento, conforme pesquisa, a reprovação de Adriane e da Câmara Municipal é a mais alta da história, apesar de custar uma fortuna aos cofres públicos, não tem se importado com a situação.

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *