23 de agosto de 2026
Mundo

Advogado de Trump se manifesta após Gilmar defender ato contra anistia

Defensor de Trump acusou Gilmar Mendes de ativismo político após fala. Decano do STF disse que é a “hora de olhar adiante”

O advogado Martin de Luca, que representa empresas do presidente norte-americano Donald Trump, criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes após o decano da Corte apoiar os atos contra a anistia realizados em várias cidades do Brasil nesse domingo (21/9).

Pelas redes sociais, Gilmar afirmou que as manifestações são uma “prova viva da força do povo brasileiro na defesa da democracia” e que “a mensagem é clara: é hora de olhar adiante”.

A declaração foi atacada pelo advogado de Trump.

“Ministro, com respeito, sua mensagem revela exatamente por que a confiança no STF está em queda. Um juiz deve encarnar a imparcialidade. No entanto, o senhor celebra abertamente atos orquestrados pelo partido no poder, atos nos quais o próprio STF é exaltado como ator político. Isso não é independência judicial; é ativismo político”, escreveu de Luca.

Gilmar disse que, graças à atuação da Corte, o “Brasil reafirma que não há espaços para rupturas ou retrocessos” e que “a mensagem é clara: é hora de olhar adiante”.

“A mensagem é clara: é hora de olhar adiante! Precisamos transformar essa energia democrática em um grande pacto nacional entre Executivo, Legislativo e Judiciário, comprometido com uma agenda de reconstrução e de futuro”, escreveu Gilmar.

Atos

O domingo foi marcado por atos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem, e contra o Projeto de Lei (PL) da Anistia. Convocadas por partidos políticos, movimentos sociais, artistas e influenciadores, as manifestações ocorreram nas 27 capitais brasileiras.

Encaradas como um termômetro político da capacidade de mobilização do campo progressista, as manifestações começaram de manhã em Brasília, Salvador e Belo Horizonte, e ganharam força à tarde com protestos em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

A Avenida Paulista, em São Paulo, e Copacabana, no Rio de Janeiro, registraram mais de 41 mil pessoas – cada uma, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP.

Fonte: metropoles.com/Pablo Giovanni

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