25 de setembro de 2026
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Após R$ 130 milhões e 14 anos corredor de ônibus terá ponto que nem protege da chuva

Ponto começa a ser instalado em polêmico corredor de ônibus (Foto: O Jacaré)

Após 14 anos, quase R$ 130 milhões investidos, polêmicas e até morte, o corredor de ônibus na Avenida Marechal Deodoro, em Campo Grande, começa a tomar forma. As quatro estações de embarque e desembarque tiveram obras retomadas em 2025 e avançam com um ponto de ônibus que, sequer protege a população do sol e da chuva.

O Governo federal repassou R$ 120 milhões em 2012, para a prefeitura de Campo Grande. Em abril de 2025, a prefeita Adriane Lopes (PP) firmou contrato com a Engevil Engenharia Ltda para a retomada das obras. Com aditivos, o contrato soma R$ 10,4 milhões.

No portal da transparência, a prefeitura informa que falta executar o equivalente a R$ 3,3 milhões, ou seja, ao menos 70% das obras já foram feitas. O Jacaré esteve no local e chama atenção a simplicidade da obra, que já consumiu milhões e gerou diversos transtornos à população.

São quatro plataformas de parada de ônibus, entre o trevo Imbirussu e o Terminal Aero Rancho. A promessa é facilitar a circulação de ônibus, aliviar o trânsito e manter passageiros mais seguros.

Estrutura começa a ganhar forma, mas segurança da população é um ponto (Foto: O Jacaré)

Na prática, realmente as obras avançaram e a estrutura física parece estar quase pronta. Há o recuo na avenida Marechal Deodoro, de grande fluxo de veículos e as calçadas onde os pedestres vão descer e subir dos ônibus. Apenas uma das 4 plataformas, tem um ponto instalado, mesmo modelo do existente na rua Rui Barbosa.

O ponto é apenas uma estrutura metálica vazada nas laterais e no fundo, que devem ser fechados com algum tipo de acrílico. O banco é simples e nem encosto para as costas tem. O que também chama atenção é que a região é descampada, ou seja, em dias de muito sol e chuva, passageiros vão ficar expostos ao clima, já que a estrutura não é adequada para a proteção.

A prefeitura também vai ter que explicar como as pessoas vão entrar e sair dos pontos elevados, já que não há estruturas de passarelas para atravessar as avenidas movimentadas, nem mesmo semáforos próximos. Será que a segurança dos passageiros será uma faixa de pedestres?

Sem semáforos ou passarelas, como a população vai atravessar a avenida? (Foto: O Jacaré)

Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres

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