Câmara tem 75% de reprovação e afunda com Adriane; 10% vão ao extremo: “Tinha que fechar”
Atuação da Câmara de Vereadores é tão desanimadora a ponto de os que defendem o fim do Legislativo quase dobrar. (Foto: Izaias Medeiros/CMCG)
A gestão desastrosa da prefeita Adriane Lopes (PP) não afeta apenas a imagem do Executivo, a popularidade da Câmara Municipal de Campo Grande afunda diante da incapacidade de contribuir para a mudança deste cenário. Pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência mostra que 75% dos eleitores da Capital desaprovam o Legislativo e 60% o consideram ruim ou péssimo.
O descontentamento é tão grande que o levantamento, divulgado na quarta-feira (22), revela que 10,8% dos entrevistados chegam ao extremo de dizer que “tinha que fechar esta Câmara Municipal”, índice que quase dobrou em relação a março deste ano. Para 16%, a atual legislatura tem os “piores vereadores de todos os tempos”. A maior queixa é a falta de assinaturas para a CPI da Saúde, apontada por 38%, e que os parlamentares são “contra o povo”.
A gestão do atual presidente da Casa, Epaminondas Vicente Neto, o Papy (PSDB), evangélico e pastor como a atual prefeita, é desaprovada por 75% dos moradores da Capital com mais de 16 anos. Apenas 10% o aprovam.
Houve piora de 5 pontos percentuais em relação ao último mês de março, quando 70% desaprovavam os vereadores. Os 15% restantes não responderam ou não sabem como avaliam a condução do Legislativo.
Como mostra a pesquisa, os vereadores, que custam uma fortuna aos cofres públicos, seguem com fama de traíras e de atuarem contra o povo de Campo Grande. Em janeiro, eles ensaiaram uma recuperação ao realizar sessão extraordinária para suspender o aumento abusivo na taxa do lixo. No entanto, abandonaram o contribuinte à própria sorte e mantiveram o veto de Adriane ao projeto que acabava com o aumento abusivo na taxa do lixo.
Na prática, o Legislativo acabou dando aval ao aumento de até 396% no IPTU. No ano passado, eles aprovaram o reajuste de até 159% no salário da prefeita, da vice-prefeita Camilla Nascimento Oliveira (sem partido) e dos secretários.
A última foi a recusa em apoiar a CPI da Saúde. Bolsonaristas, pastores evangélicos, médicos e professores fazem parte do grupo de 20 vereadores contra a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a falta de remédios nos postos de saúde, o calote em fornecedores e até a morte de crianças pela precariedade nas UPAs.
Ainda de acordo com o Instituto Ranking, 60% dos eleitores avaliam o trabalho dos vereadores como ruim/péssimo, enquanto 19% o consideram regular e apenas 8% avaliam como ótimo/bom. Outros 13% não souberam ou preferiram não responder.

Em março, o trabalho do parlamento também foi considerado ruim ou péssimo por 60% dos entrevistados; enquanto 14% o consideravam regular e apenas 16% avaliavam como ótimo/bom.
Atuação pífia
O Instituto Ranking questionou os eleitores sobre quais atos dos vereadores causaram maior indignação. Ao todo 38% apontaram a não assinatura da CPI da Saúde como a – falta – de atuação da Câmara que mais desagradou. Em seguida, 30,9% declararam ter sido a manutenção do aumento do IPTU e da taxa do lixo.
Outros 26% responderam que os parlamentares só votam o que a prefeita Adriane Lopes manda; 18,4% acusam a Casa de Leis de não fiscalizar direito o Executivo; 16% definem esta legislatura como “os piores vereadores de todos os tempos”; 12,6% brincam que “fizeram festa junina” com o dinheiro do povo.
Na sequência, 10,8% defendem a medida extrema de fechar a Câmara Municipal; 8% afirmam que “só salvam 8 dos 29 vereadores”; 7,4% citaram que os parlamentares foram “em churrasquinho na casa da prefeita”. Outras opiniões foram apresentadas por 5,8% e 4,6% não sabem ou não responderam.
O Instituto Ranking entrevistou 1 mil eleitores entre os dias 17 e 21 de julho na Capital. A pesquisa tem margem de erro de 3,1% para mais ou para menos e 95% de índice de confiança, tendo sido encomendada pela Rádio TOP FM LTDA e registrada na Justiça Eleitoral com os números MS-05958/2026 E BR-00455/2026.

Fonte: ojacare.com.br/By Richelieu de Carlo