“Acabo com a delação do filho”, disse irmã de Sicário ao cobrar pai de Vorcaro
Em conversas apreendidas, Joana Mourão diz que “está na miséria” e tem documentações para minar delações e levar Henrique para a cadeia/Foto: Reprodução
A irmã de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, mandou mensagens a Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, com cobranças de dinheiro após a morte do criminoso. Em conversas apreendidas pela Polícia Federal, Joana Mourão acusa Henrique de não prestar assistência financeira e ameaça acabar com a delação do dono do Master.
“A conversa segue e Joana escreve, em apertado resumo, no dia 26/04/2026: ‘HV (Henrique Vorcaro) não se manifesta com nada $’; ‘Acabo com a delação do filho, do cunhado e ainda jogo ele atrás das grades tbm’”, diz trecho do relatório da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
- Joana Mourão: HV não se manifesta com nada $. Penhorou 3 vales e colocou o dinheiro do meu irmão pra dentro e deixou a gente na miséria.
- Joana Mourão: Eu estou muito perto do abismo. E, se eu for, tenho como levar ele junto.
- Joana Mourão: Acabo com a delação do filho, do cunhado e ainda jogo ele atrás das grades também.
Em outra mensagem, Joana Mourão diz que tem documentação suficiente “para acabar com a família inteira”. Segundo os investigadores, Henrique Vorcaro autorizou os repasses para silenciá-la.
Sicário morreu em 6 de março. A PF relatou que ele tentou suicídio na Superintendência Regional da PF depois de ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude no Banco Master. Após dois dias internado, foi declarado morto.
Milícia privada
Luiz Phillipi e Henrique Vorcaro integravam grupos liderados por Daniel Vorcaro que atuavam de forma articulada para acessar dados protegidos e pressionar pessoas de interesse do Master. A investigação classificou como uma espécie de milícia privada do banqueiro.
A PF aponta os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
Fonte: metropoles.com/Luana Patriolino, Manoela Alcântara, Pablo Giovanni