ACP garante avanço para Educação Especial após ação judicial contra déficit de profissionais na REME
O início do ano letivo na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande foi marcado por um problema grave e urgente: a falta de profissionais na Educação Especial. O déficit de trabalhadores nas unidades escolares impactou diretamente o cotidiano das salas de aula, sobrecarregando professores, comprometendo o atendimento educacional especializado e prejudicando a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.
Diante da situação, o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) ingressou, ainda no mês de abril, com uma ação judicial solicitando providências imediatas por parte da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A medida teve como objetivo garantir condições adequadas de trabalho aos profissionais da educação e assegurar o direito dos estudantes a uma educação pública inclusiva e de qualidade.
Na última quarta-feira, durante audiência realizada no Fórum de Campo Grande, ficou acordado judicialmente que a Semed iniciará, a partir desta sexta-feira (8), o encaminhamento de 130 profissionais para atuação nas escolas da rede municipal nos próximos dias. Para o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, a decisão representa um avanço importante na luta em defesa da Educação Especial e demonstra a força da mobilização sindical em defesa da escola pública.
“A ACP ingressou com essa ação porque entendemos a gravidade da situação enfrentada nas escolas. O déficit de profissionais na Educação Especial vinha acarretando problemas para os professores, para os estudantes e para toda a organização pedagógica das unidades. O acordo firmado na Justiça é resultado da atuação firme da ACP e da atenção necessária que a Educação Especial exige”, afirmou.
A ACP destaca que a inclusão não pode existir apenas no discurso. É necessário investimento, estrutura e valorização profissional para que os estudantes tenham garantido o direito ao acompanhamento adequado dentro das escolas públicas.
O sindicato reforça ainda que continuará acompanhando o cumprimento do acordo firmado judicialmente e cobrando da administração municipal medidas permanentes que assegurem melhores condições de ensino, aprendizagem e trabalho em toda a Rede Municipal de Ensino. “Isso é a ACP, o magistério e a Semed atentos à questão da Educação Especial para que tenhamos uma educação mais organizada e de qualidade para todos”, concluiu Gilvano.
Fonte: acpms.com.br/Assessoria de Comunicação/ Marithê do Céu