TSE investiga grupo de Reinaldo por usar emendas para coagir prefeitos a favor de Flávio
Reunião aconteceu no dia 14 e estabeleceu meta de votos válidos para Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a denúncia de que o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL), ameaça discriminar e não enviar emendas parlamentares para as cidades que votarem no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A denúncia envolve o candidato Flávio Bolsonaro (PL), seu vice Alfredo Gaspar (PL) e outros três nomes de MS.
Além de Reinaldo Azambuja, a denúncia atinge o também eleito senador Capitão Contar (PL), a senadora Tereza Cristina (PP) e o governador reeleito, Eduardo Riedel (PP). A denúncia foi feita pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, do PT, e sustenta que se trata de caso de abuso de poder econômico e político.
O caso será encaminhado pelo relator Ricardo Villas Bôas Cueva, que deve decidir sobre pedido de tutela de urgência para suspender os atos que motivam a abertura da investigação judicia. A coligação pede no julgamento final, a eventual cassação da chapa e inelegibilidade dos responsáveis, caso as irregularidades sejam comprovadas.
A denúncia reúne diversas provas, inclusive postagens dos próprios envolvidos convidando os cerca de 70 prefeitos para reunião que ocorreu no dia 14 de outubro, além de reportagens que repercutiram o caso. A situação chegou a mídia nacional, sendo pauta da BBC Brasil.
“Nessa reunião, o senador eleito Reinaldo Azambuja, em nome próprio e dos senadores Capitão Contar e Tereza Cristina, prometeu aos prefeitos que os municípios em que Flávio Bolsonaro tivesse as maiores votações seriam “premiados” com emendas parlamentares, sem fixar limite de valor. Um verdadeiro leilão de emendas, no contexto de ‘quem traz mais votos, leva mais’”, diz a denúncia.
E defende que a conduta transforma recursos orçamentários da União em contrapartida por desempenho eleitoral, usa prefeitos como cabos eleitorais sob promessa de benefício financeiro e discrimina os municípios e as populações que votarem de modo diferente, o que configura abuso de poder econômico e político.
Conforme dados do TSE e levantados pela imprensa local, Flávio Bolsonaro não venceu em seis municípios no primeiro turno no Mato Grosso do Sul, e somente três lhe garantiram mais de 70% dos votos válidos, sendo Paraíso das Águas (73%), Maracaju (71,9%) e Chapadão do Sul (71,8%). Na capital, Campo Grande, onde vota quase um terço do eleitorado do Estado, ele obteve 58,7%.
Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres
There is no ads to display, Please add some