6 de novembro de 2026
Economia

Surto de Newcastle mantém produtos avícolas de SC fora de 14 mercados internacionais

Granjas comerciais do Oeste catarinense foram atingidas por focos da doença de Newcastle, levando à adoção de medidas sanitárias e restrições às exportações.Foto: Reprodução/ND Mais

Uruguai é o único mercado que ainda suspende compras de todo o Brasil; Santa Catarina soma quatro registros da doença em três municípios do Oeste

Quatorze países mantêm restrições às importações de produtos avícolas provenientes de Santa Catarina após a confirmação de focos da doença de Newcastle em granjas comerciais no Oeste do Estado. A atualização do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) mostra que, mesmo com avanços nas negociações internacionais, os produtos catarinenses continuam enfrentando barreiras em diferentes mercados.

Além das restrições direcionadas a Santa Catarina, o Uruguai mantém a suspensão das compras de todo o território brasileiro. O cenário mudou após a Malásia reconhecer a regionalização sanitária para a doença, limitando o embargo ao Estado e preservando as exportações dos demais estados brasileiros habilitados.

Quais países mantêm restrições a Santa Catarina?

Segundo a atualização do Mapa, os países que suspenderam as importações de produtos avícolas provenientes de Santa Catarina são:

  • Arábia Saudita;
  • China;
  • Chile;
  • Malásia;
  • México;
  • Peru;
  • Turquia;
  • Paraguai;
  • Uzbequistão;
  • Armênia;
  • Belarus;
  • Cazaquistão;
  • Quirguistão;
  • Rússia.

Os cinco últimos países integram a União Econômica Eurasiática, que também aparece na relação divulgada pelo Ministério.

As restrições variam conforme as exigências sanitárias de cada mercado e não representam necessariamente o bloqueio de todas as categorias de produtos avícolas.

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Uruguai mantém embargo para todo o Brasil

Com a mudança de posicionamento da Malásia, o Uruguai passou a ser o único país a manter a suspensão das importações de produtos avícolas provenientes de todo o território brasileiro.

A diferença está na abrangência das medidas. Enquanto o embargo uruguaio atinge as exportações de todos os estados, os outros 14 países direcionam as restrições a Santa Catarina.

Quatro focos de Newcastle foram confirmados no Oeste de SC

Santa Catarina soma quatro focos da doença de Newcastle em estabelecimentos avícolas comerciais, identificados em três municípios do Oeste catarinense.

O primeiro registro foi confirmado em 18 de outubro, em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba. O segundo ocorreu em 24 de outubro, em Coronel Freitas, e o terceiro foi identificado em 26 de outubro, em Nova Erechim.

Já o quarto foco foi confirmado em 3 de novembro, também em um estabelecimento avícola de Nova Erechim. A detecção ocorreu durante as ações de vigilância realizadas dentro da área que já estava sob restrição sanitária.

Nos três primeiros estabelecimentos, os procedimentos sanitários previstos foram adotados, e as propriedades entraram em período de vazio sanitário. No quarto caso, as medidas de contenção também foram iniciadas pelas autoridades.

Perus; NewcastleEquipes da Cidasc realizam ações de vigilância em propriedades rurais da região para monitorar possíveis casos da doença e conter a disseminação do vírus.Foto: Keli Magri/Cidasc/ND Mais

Quatro municípios estão sob emergência zoossanitária

Além das três cidades com registros confirmados, Águas Frias também integra a área de emergência zoossanitária decretada pelo governo federal por 60 dias.

A delimitação abrange Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A inclusão no perímetro de emergência não significa que todos os municípios tenham apresentado focos da doença.

Em cumprimento aos compromissos internacionais de saúde animal, o Mapa não autoriza a exportação de produtos provenientes dessa área de restrição.

Consumo de carne de frango continua seguro

Apesar das restrições comerciais, o Ministério da Agricultura reforça que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro e não apresenta contraindicações.

O órgão mantém contato com as autoridades sanitárias dos países importadores para fornecer informações técnicas sobre as ocorrências e as medidas de controle adotadas no Brasil.

O trabalho busca ampliar o reconhecimento da regionalização sanitária e contribuir para a retomada segura do comércio internacional, conforme os requisitos de cada mercado.

Perus; NewcastleRestrições internacionais afetam o comércio de produtos avícolas catarinenses, enquanto o Uruguai mantém a suspensão das compras de todo o Brasil.Foto: Keli M

Fonte: ndmais.com.br


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