6 de novembro de 2026
Mundo

Senado do Paraguai retoma nesta sexta sessão sobre impeachment de Peña

Santiago Peña foi convocado a comparecer no Senado nesta sexta para apresentar sua defesa/ Jesus Hellin/Europa Press via Getty Images

O Senado do Paraguai retoma nesta sexta-feira (6/11), a partir das 10h, a sessão de julgamento do impeachment do presidente Santiago Peña. Na sessão, o presidente deverá apresentar a sua defesa. Pelas redes sociais, ele confirmou que vai comparecer ao Congresso.

“Diante da continuidade do processo de impeachment, apresentarei-me e exercerei meu direito à defesa. Farei isso com argumentos e provas, com respeito à Constituição e às instituições da República”, afirmou.

O julgamento de Peña no Senado começou às 19h45 dessa quinta-feira (5/11), depois que a Câmara dos Deputados aprovou a acusação contra Peña. Na sessão, sete deputados apresentaram os argumentos da acusação. A equipe é formada pelos deputados Rodrigo Blanco, Raúl Benítez, Rocío Vallejo, Adrián Vaesken, Pedro Gómez, Mauricio Espínola, Luis Fernando Franco e Carlos Núñez Salinas. A audiência foi intorrompida às 21h.

O pedido de impeachment foi apresentado por um grupo de deputados na quarta-feira (4/11). Um dia depois, Peña anunciou a renúncia em um vídeo nas redes sociais. “Nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai”, disse.

A renúncia, contudo, não foi aceita, e a Câmara aprovou a abertura do processo de impeachment. O caso foi ao Senado, que iniciou o julgamento na própria quinta-feira. Depois da apresentação da defesa, os parlamentares deverão analisar as provas, ouvir os argumentos das partes e realizar uma votação nominal.

A intenção é terminar todo o processo ainda nesta sexta. Ao todo, são necessárias cinco sessões para a análise. A primeira ocorreu na noite de quinta, a segunda será na manhã desta terça. A apresentação e avaliação das provas apresentadas será feita a partir de 13h, na terceira sessão. Na sequência, será a quarta, com um debate para apresentação dos argumentos finais e a noite está prevista a votação.

O que pesa contra Peña

O presidente é acusado de favorecer o Grupo Vázquez, controlador do Ueno. Peña foi acionista do grupo até março de 2025. Ele também é acusado de omissão na fiscalização por parte do Banco Central do Paraguai (BCP). O presidente anterior da instituição, Carlos Carvallo, dirigira o banco digital até 2023.

Penã também foi responsabilizado pelo impacto na confiança no sistema financeiro. Ainda pesa contra o presidente uma suposta intervenção indevida no IPS (órgão que administra as aposentadorias e a saúde dos trabalhadores).  O Ueno Bank administrava quase R$ 4,5 bilhões em recursos públicos, incluindo Previdência.

Há indícios ainda de enriquecimento ilícito.

Fonte: metropoles.com/Thays Martins


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