31 de julho de 2026
Cidades

Projeto de Adriane prevê terceirização de unidades de saúde, mas não fala em gastos

Equipe da prefeita Adriane Lopes (PP) elaborou um projeto de lei que prevê a terceirização de duas unidades de saúde de Campo Grande e encaminhou para votação da Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (30), porém, sem previsão de gastos com a contratação de OSC (Organização de Sociedade Civil).

O texto do projeto institui modelo de gestão administrativa em parceria com OSC em duas unidades da rede municipal de urgência e emergência. O projeto piloto de terceirização prevê gestão de OSC por 12 meses no CRS Aero Rancho e Tiradentes.

O projeto prevê prorrogação do contrato e a suspensão em caso de descumprimento, além da expansão do modelo de gestão. Em nenhuma linha o projeto, a equipe estabelece valores a serem gastos com a contratação de OSC para gestão das unidades de saúde.

Em outra oportunidade, o secretário de saúde Marcelo Vilela informou que a proposta é de pagar R$ 3,9 milhões por mês para uma OS administrar as unidades. A justificativa é de economia mensal de R$ 400 mil e, para o secretário “um novo modelo de gestão, com foco no atendimento ao cidadão”.

Porém, o Conselho Municipal de Saúde e a sociedade têm se manifestado contra o modelo de gestão, que é marcado por denúncias de corrupção em vários estados. Conselheiros defendem que o modelo de privatização é marcado pelos aditivos que sempre encarem o contrato e abrem brecha para corrupção.

Além disso, a prefeitura tem sido negligente com a fiscalização de contratos de terceirização vigentes, como o de limpeza das unidades de saúde.

A empresa Produserv é contratada pela prefeitura desde 2020 para limpar as unidades de saúde, mas relatório do Conselho Municipal mostra que a empresa não cumpre com o contrato, faltam funcionários e produtos de limpeza e não sofre nenhuma sanção sobre isso.

Autor da denúncia de que a prefeitura não consegue fiscalizar nem um simples contrato de limpeza nos postos de saúde, que custa R$ 36 milhões por ano, o vereador Maicon Nogueira (PP), também é contra a privatização das unidades de saúde.

“Agora presta atenção: A prefeitura quer ampliar a terceirização da saúde, mas nem um contrato de limpeza está sendo fiscalizado direito. Como vai fiscalizar UPA inteira?”, questionou Nogueira.

Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres

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