7 de setembro de 2026
Brasil

OAB-MG pede apuração rigorosa de supostas irregularidades no STF

O Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília • Gustavo Moreno/STF

Conselho Federal da Ordem e presidentes de seccionais devem se reunir com Edson Fachin para tratar do assunto na próxima quarta-feira (9)

Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais (OAB-MG) publicou nota na qual defende uma apuração rigorosa de eventuais irregularidades na atuação dos ministros Alexandre de Moraes André Mendonça do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em posicionamento publicado nas redes sociais da OAB-MG, a instituição fala da necessidade de investigar os fatos com “transparência e total independência” para se chegar à “devida responsabilização”.

O presidente da instituição, Gustavo Chalfun, deve se reunir na próxima quarta-feira (9) com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, para tratar do assunto.

Conselho Federal da OAB e presidentes de outras seccionais estaduais também devem participar do encontro para, segundo a nota, “reforçar esse pedido em nome de toda a advocacia brasileira”.

“Mais do que nunca, a OAB-MG segue firme na defesa do Estado Democrático de Direito, das instituições e do devido processo legal”, diz o comunicado.

A OAB Nacional também publicou nota similar. A instituição diz ver “com atenção e extrema preocupação” as notícias sobre a crise que atinge o STF.

Segundo a entidade, deve haver uma apuração rigorosa e isenta de todos os fatos, em relação a quem quer que seja.

“A Ordem se preocupa com os impactos dessa crise para o Brasil, sobretudo por envolver instituições essenciais à democracia e por ocorrer durante o período eleitoral”, diz.

Entenda a crise

Na última terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que continha mais de 50 mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Os registros indicam que o empresário recorria ao ministro em busca de proteção diante de investigações da Polícia Federal e da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Como reação, dois dias depois, Moraes pediu a investigação de Mendonça. Com base em relatórios de trabalho da PF, o ministro alegou que o colega teria cometido abuso de poder e direcionado as investigações sobre o Banco Master e o INSS de acordo com interesses próprios.

O caso agora está nas mãos de Fachin, que deverá decidir se os pedidos de investigação serão submetidos ao plenário do STF e quando isso poderá ocorrer.

Fonte: cnnbrasil.com.br/Gabriela Boechat e Janaína Camelo, da CNN Brasil, Brasília

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