Justiça barra tentativa da ABECAMS de “pegar carona” em ação contra a Cassems e condena entidade ao pagamento de custas
Ao rejeitar o pedido de intervenção da associação, juiz de Direito encerra manobra de palanque político e aplica penalidade financeira por acionar máquina pública sem fundamentação jurídica.
A investida da ABECAMS (Associação dos Beneficiários da CASSEMS do Estado de Mato Grosso do Sul) para se capitalizar politicamente em cima do processo que discute a recomposição tarifária do plano de saúde sofreu uma derrota no Judiciário. O juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, rejeitou sumariamente o pedido da entidade para ingressar na ação como assistente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-MS).
Além de ter o seu pedido de intervenção integralmente indeferido, a ABECAMS foi condenada pelo magistrado ao pagamento das custas e despesas processuais decorrentes do incidente. A decisão expõe o isolamento da associação, que tentou se apropriar em uma lide já estruturada para gerar palanque e atingir negativamente a imagem da Cassems na internet e nas redes sociais, sem apresentar qualquer argumento técnico ou legitimidade jurídica que sustentasse sua participação.

Manobra política
Ao tentar forçar sua entrada nos autos (fls. 85/90 do processo nº 0827892-27.2026.8.12.0001), a ABECAMS buscava holofotes para inflamar narrativas alarmistas e desgastar a maior operadora de saúde de Mato Grosso do Sul. A manobra, contudo, esbarrou na rigidez técnica do tribunal, que não apenas barrou a interferência oportunista, como aplicou a penalidade financeira das custas para desestimular aventuras jurídicas dessa natureza.
O indeferimento joga luz sobre o risco que esse tipo de judicialização predatória traz para os mais de 206 mil beneficiários da Cassems. Enquanto a operadora demonstrou por meio de pareceres atuariais que a taxa de cônjuges precisava ser recomposta para estancar um déficit anual de R$ 190 milhões, movimentos como o da ABECAMS tentam prejudicar a sustentabilidade do plano em troca de engajamento e projeção de suas lideranças.
O representante da ABECAMS foi procurado pela equipe de reportagem para se posicionarem sobre a decisão judicial e a condenação das custas, mas ninguém se posicionou até o fechamento desta edição. O espaço do Jornal Servidor Público MS segue aberto para a manifestação formal da entidade.
Fonte: Roberta Cáceres / Jornal Servidor Público MS
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