24 de setembro de 2026
Brasil

Irmão de Flávio Dino conduz sessão que analisa atuação de Gonet no caso Master

Nicolao Dino assume presidência do Conselho Superior do MPF nesta sexta-feira (25)/Foto: Pedro França/ Agência Senado

O subprocurador-geral da República Nicolao Dino de Castro e Costa, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, conduzirá nesta sexta-feira (25) a sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) que analisará a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nos procedimentos relacionados ao Banco Master.

A sessão extraordinária está marcada para as 10h e terá como base a Notícia de Fato PGR-00385698/2026. Segundo o próprio MPF, o colegiado deverá verificar se existem elementos suficientes para a abertura de investigação sobre a atuação de Gonet na condução das apurações relacionadas ao banco, especialmente nos processos que tramitam no STF.

Gonet preside normalmente o Conselho Superior do MPF, mas não participa da análise de questões relacionadas ao seu próprio eventual impedimento. Nesses casos, a condução passa ao vice-presidente, função atualmente ocupada por Nicolao Dino.

O relator do procedimento é o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino. O colegiado deverá analisar informações obtidas pela Polícia Federal durante as investigações sobre o Master, incluindo mensagens atribuídas ao ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro, nas quais Gonet é mencionado.

O que está em análise

A discussão não corresponde, neste momento, a uma condenação ou a um processo administrativo disciplinar contra Gonet. O Conselho deverá avaliar se os elementos reunidos justificam novas providências sobre a atuação do procurador-geral nos casos relacionados ao Master.

Entre as possibilidades está a designação de um subprocurador-geral da República para apurar eventual crime comum atribuído a Gonet. A pauta oficial do MPF prevê justamente a análise da existência de elementos suficientes para a abertura de investigação sobre a conduta do procurador-geral.

A discussão teve origem em uma representação apresentada por parlamentares do Novo, que questionaram a permanência de Gonet à frente dos procedimentos relacionados ao Banco Master. O pedido passou a ser analisado pelo CSMPF após a divulgação de mensagens encontradas pela PF no material extraído do celular de Vorcaro.

Encontro com Vorcaro

Outro elemento que passou a integrar o debate é uma fotografia de Gonet ao lado de Vorcaro durante um evento realizado em Londres, em abril de 2024. O próprio procurador-geral reconheceu o encontro e afirmou que ocorreu em uma ocasião com participação de outras autoridades.

Em manifestação encaminhada ao Conselho, Gonet negou ter amizade ou relação de proximidade com Vorcaro. Também afirmou não possuir interesse pessoal nos processos envolvendo o ex-controlador do Banco Master e defendeu sua permanência na condução dos procedimentos.

Durante sessão do STF em 15 de setembro, Gonet afirmou que o encontro presencial com Vorcaro foi o único que teve com o empresário e classificou eventual contato telefônico intermediado por advogado como breve.

Fonte: claudiodantas.com.br/Por Karoline Cavalcante

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