9 de outubro de 2026
Economia

IPCA: inflação de setembro acelera para 0,82% após deflação em agosto

Elevação foi puxada principalmente pelo grupo habitação que teve alta de 7,98% na energia elétrica. O motivo é o fim do Bônus de Itaipu/Vinicius Schmidt/Metropoles

Os preços de bens e serviços do país subiram 0,82% em setembro, após caírem 0,32% em agosto deste ano. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgado nesta sexta-feira (9/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta da inflação foi puxada, principalmente, pelos grupos habitação e transportes, que inclui os combustíveis. Nenhum grupo teve queda nos preços, mas educação apresentou a menor inflação no mês.

Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,58%, acima do teto (4,5%). No mesmo mês de 2025, o índice foi  0,48%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a setembro do IPCA, a elevação corresponde a 3,95%.

O que é IPCA

  • O IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE. O índice é considerado o termômetro oficial da inflação e é usado pelo Banco Central para ajustar a taxa básica de juros, a Selic.
  • Ele mede a variação mensal dos preços na cesta de vários produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença entre os dois itens da equação representa a inflação do mês observado.
  • O IPCA mensura dados nas cidades, de forma a englobar 90% das pessoas que vivem em áreas urbanas no país.
  • O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.

A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Segundo o IBGE, a maior variação e impacto partiu do grupo habitação, que avançou 2,31%, puxado pela energia elétrica residencial. O item aumentou 7,98% no mês.

A alta na conta de energia foi motivada pelo fim do Bônus de Itaipu. O desconto ocorreu em julho e agosto após resultado positivo da chamada Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu, mecanismo que reúne receitas e custos da operação da hidrelétrica.

No fim de junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que iria distribuir cerca de R$ 767,2 milhões em agosto. Em setembro não houve o abatimento. Além disso, em setembro vigorou a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

Os outros dois grupos mais importantes que ajudaram a puxar a inflação mensal para o resultado positivo foram transportes (0,89%) e alimentação e bebidas (0,83%).

O grupo transportes teve forte influência da alta de 9,66% nas passagens aéreas e elevação de 1,41% em combustíveis. Veja as altas:

  • etanol: 3,16%;
  • óleo diesel: 1,69%;
  • gasolina: 1,21%; e
  • gás veicular: 0,10%.

O avanço em alimentação, com patamar de 0,83%, representou o terceiro maior impacto em setembro, com participação de 0,18 ponto percentual. O destaque foi o subgrupo alimentação no domicílio, com aumento de 0,96%.

Veja as principais altas:

  • tomate (37,76%);
  • batata-inglesa (24,07%);
  • cebola (10,14%);
  • arroz (4,56%); e
  • carnes (0,63%).

Mesmo com o resultado positivo no subgrupo, houve quedas, casos de: frango inteiro (-1,96%), frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).

Em atualização.

Fonte: metropoles.com/Deivid Souza

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