IPCA de agosto fica em -0,32%, na primeira deflação do ano
Índice da inflação foi divulgado nesta sexta-feira (11/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)/iStock
Os preços de bens e serviços do país reduziram -0,32% em agosto, após subirem 0,07% em julho deste ano. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgado nesta sexta-feira (11/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Índice representa a primeira deflação do ano.
A baixa da inflação foi puxada, principalmente, pelos grupos habitação e transportes. O grupo com maior alta foi o de artigos de residência.
Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,22%, abaixo do teto (4,5%). No mesmo mês de 2025, o índice foi -0,11%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a agosto do IPCA, a elevação corresponde a 3,11%.
O que é IPCA
- O IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE. O índice é considerado o termômetro oficial da inflação e é usado pelo Banco Central para ajustar a taxa básica de juros, a Selic.
- Ele mede a variação mensal dos preços na cesta de vários produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença entre os dois itens da equação representa a inflação do mês observado.
- O IPCA mensura dados nas cidades, de forma a englobar 90% das pessoas que vivem em áreas urbanas no país.
- O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.
A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Segundo o IBGE, a maior variação e impacto partiu do grupo habitação, que desacelerou -1,87%, puxado pela energia elétrica residencial. O item recuou 7,63% no mês. O índice verificado em habitação no mês é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real.
A queda na conta de energia foi motivada pelo Bônus de Itaipu. O desconto ocorre após resultado positivo da chamada Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu, mecanismo que reúne receitas e custos da operação da hidrelétrica.
No fim de junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que iria distribuir cerca de R$ 767,2 milhões. A retração na conta de energia ocorreu mesmo diante da aplicação da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.
Em atualização.
Fonte: metropoles.com/Deivid Souza