Fórum dos Servidores Públicos aguarda reunião com governo de MS e questiona prioridades de Riedel em ano eleitoral

A coordenação do Fórum dos Servidores Públicos — que reúne diversos representantes e dirigentes sindicais do Estado de Mato Grosso do Sul —intensificou as ações pela exigência de uma audiência oficial com o governador Eduardo Riedel.
O impasse ganhou novos contornos com a publicação do Decreto nº 16.736/2026, que impõe um rigoroso contingenciamento de gastos, enquanto o governo mantém uma agenda intensa de viagens, lançamentos de obras pelo interior do Estado e publicidades. A movimentação é um desdobramento direto dos atos realizados no dia 10 de fevereiro, quando foi enviado um oficio ao governador Eduardo Riedel cobrando a abertura de um diálogo em relação as pautas reivindicadas.

Pauta de Reivindicações

O ponto central do embate é o déficit acumulado na Cassems, plano de saúde dos servidores. Segundo o Fórum, o prejuízo é reflexo direto de dois fatores: a estagnação do índice de repasse patronal pelo Governo do Estado e as perdas salariais da categoria, que chegam a 38,6% no período de 2015 a 2023.
“Tentamos o diálogo por diversas vezes e apresentamos propostas. O governo teve tempo e foi avisado. Agora, ele precisa assumir a responsabilidade pela situação que sua própria omissão criou”, afirmou anteriormente Fabiano Reis, coordenador-geral do Fórum e presidente do SINDIJUS.

Os pontos são:

  • Paridade de 6%: Elevação imediata do repasse patronal para o plano de saúde.
  • Apoio à Base: Repasse de 10% para servidores que recebem até R$ 5.000,00.
  • Revisão Geral Anual: Discussão sobre o índice de reajuste para 2026.
  • Saúde Mental: Implementação de políticas de suporte psicológico ao servidor.

Posicionamento governo

O Executivo, por meio da Secretaria de Fazenda (Sefaz), sustenta que o contingenciamento é uma medida preventiva diante da queda na arrecadação do ICMS (especialmente do gás boliviano).
As restrições focam em despesas discricionárias que não comprometam a continuidade dos serviços essenciais. Na prática, os órgãos devem evitar a compra de novos veículos, móveis e equipamentos, além de cortar gastos com diárias, passagens, eventos e horas extras. A gestão estadual busca, com essas ações, manter indicadores fiscais saudáveis e garantir que o estado preserve, no mínimo, a nota B na Capacidade de Pagamento (CAPAG).

O Impasse

Para o Fórum dos Servidores a “saúde fiscal” não pode ser construída sobre o “adoecimento do servidor”. Em que o funcionalismo público amarga prejuízos que chegam a 38,6% no período de 2015 a 2023. Além da omissão quanto à Cassems, com déficit no plano de saúde dos servidores por não elevar o repasse patronal para os 6% de paridade. Espera que a reunião com o governo de MS ocorra ainda em março para evitar o agravamento das mobilizações e possíveis paralisações.

Fonte: Roberta Cáceres / Jornal Servidor Público MS

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