17 de setembro de 2026
Mundo

EUA anuncia novas sanções contra mineração e indústria militar de Cuba

Nova rodada de sanções dos EUA anunciada por Marco Rubio mira empresas de níquel, estruturas de defesa e três oficiais do regime de Cuba/Reprodução

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (17/9), novas sanções contra 11 empresas e indivíduos ligados ao governo de Cuba, em mais uma etapa da pressão econômica de Washington sobre a ilha.

A medida atinge quatro empresas estatais responsáveis pela exploração de níquel, quatro companhias militares envolvidas em pesquisa e desenvolvimento de sistemas de armas e capacidades navais, além de três oficiais que lideram essas estruturas.

As designações foram anunciadas pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com base na Ordem Executiva 14404, assinada pelo presidente Donald Trump e voltada a sanções contra responsáveis pela repressão em Cuba e por ameaças à segurança nacional e à política externa norte-americana.

A ordem permite medidas contra atores ligados a setores como energia, defesa, metais e mineração, serviços financeiros e segurança.

Segundo Rubio, o governo cubano utiliza os recursos naturais da ilha para financiar estruturas militares e de segurança. Em comunicado, o secretário afirmou que Washington não permitirá que a elite militar cubana se beneficie da exploração mineral enquanto a população enfrenta dificuldades econômicas.

“Hoje, em conformidade com a Ordem Executiva 14404 do Presidente Trump, estou designando 11 atores que alimentam essa exploração”, afirmou.

O secretário também publicou uma mensagem nas redes sociais, na qual classificou Cuba como um “Estado falido e corrupto” .

Níquel no centro das medidas

A nova rodada ocorre após outras sanções contra empresas cubanas ligadas à exploração de recursos naturais. Em setembro, os EUA incluíram o Banco Exterior de Cuba e companhias dos setores de combustíveis e mineração na lista de restrições.

Em junho, Washington já havia sancionado a Minera La Victoria. Segundo o governo norte-americano, as medidas atingem estruturas usadas por Havana para obter recursos e financiar seu aparato estatal e militar.

Cerco sobre Cuba

  • Em junho, os EUA sancionaram o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, além de Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, e outras autoridades e organizações.
  • Entre as entidades incluídas estava o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (Minfar).
  • Em agosto, Washington voltou a ampliar as restrições contra estruturas relacionadas às importações militares e à cooperação de defesa de Cuba. 
  • No início de setembro, a pressão atingiu também Fidel Ernesto Castro Calis, neto de Raúl Castro, e o Banco Exterior de Cuba.
  • Na ocasião, o Tesouro norte-americano também sancionou empresas associadas à exploração de recursos naturais e ao setor energético cubano.

O governo cubano afirma que as sanções e restrições econômicas dos Estados Unidos agravam as dificuldades enfrentadas pela população e não levarão Havana a abandonar seu sistema político.

Em declarações recentes, o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirmou que a pressão econômica norte-americana afeta o fornecimento de energia, o abastecimento de água, o transporte e o funcionamento de hospitais.

Segundo o diplomata, a escassez de combustível dificulta a geração de eletricidade e, consequentemente, o bombeamento de água e o funcionamento de serviços essenciais. Fernández de Cossío também rejeitou a possibilidade de o governo cubano aceitar mudanças políticas determinadas por Washington.

Fonte: metropoles.com/Manuela de Moura

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