Entenda nova decisão da Justiça italiana contra Zambelli

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)  • Mário Agra/Câmara dos Deputados

Corte de Apelação da Itália se posicionou pela segunda vez a favor da extradição da ex-deputada federal

A Corte de Apelação da Itália se posicionou favorável à extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli nesta quinta-feira (16). O posicionamento dos magistrados ocorreu a partir da acusação da Justiça brasileira pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.

O posicionamento favorável dos magistrados italianos se alinha a outra decisão anterior da Corte, sobre a extradição da ex-deputada pela condenação da invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e inserção de documentos falsos entre agosto de 2022 e janeiro de 2023.

Apesar de as decisões italianas serem favoráveis à extradição, ainda cabem recursos por parte da defesa da ex-deputada — os advogados, inclusive, já acionaram o primeiro deles na última sexta-feira (10).

Ao serem procurados sobre o posicionamento desta quinta, os advogados dizem não terem sido notificados sobre a nova decisão, mas que também irão recorrer.

Zambelli, que possui cidadania italiana, foi ao país europeu em junho do ano passado após fugir do Brasil para os Estados Unidos no dia seguinte à emissão da sentença do STF e a ordem de prisão contra ela. A partir da mudança, a ex-parlamentar passou a ser considerada foragida da Justiça brasileira.

Ela está detida no presídio feminino de Rebibbia, em Roma.

Condenações de Zambelli

No último ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão após ela ser acusada de perseguir, com arma em punho, um homem no meio da rua em um bairro nobre de São Paulo na véspera do segundo turno da eleição presidencial de 2022.

Em maio do mesmo ano, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli a dez anos de prisão e o hacker Walter Delgatti a oito anos, ambos pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

Além da prisão, Zambelli também teria o mandato como deputada cassado, mas renunciou do cargo em 14 de dezembro do ano passado após a Primeira Turma da Corte anular uma votação da Câmara que a mantinha na posição.

Fonte: cnnbrasil.com.br/Filipe Pereira, da CNN Brasil*, São Paulo

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