Energia elétrica fica 12% mais cara e MS tem maior reajuste em três anos
Conta de energia vai pesar no bolso (Foto: Reprodução)
Após dois adiamentos, o reajuste da tarifa de energia elétrica em Mato Grosso do Sul foi aprovado nesta quarta-feira (22), pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a população já deve sentir os impactos na próxima fatura, visto que o aumento médio de 12,11%, começa a valer imediatamente. Esse é o maior reajuste desde 2022, quando a tarifa para consumidores da Energisa subiu 15,6%.
Como a data base de reajuste da Energisa de Mato Grosso do Sul é 8 de abril, o efeito ainda deve ser retroativo à data, provocando forte impacto nas contas de energia elétrica e pressionando as finanças dos consumidores. O aumento na conta de luz, três vezes acima da inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses, acontece na mesma época em que o preço dos combustíveis tem pesado no bolso e influenciado no custo da alimentação no Brasil, devido a guerra no Oriente Médio.
Em reunião da Diretoria da Aneel hoje, a relatora do processo da Energisa, Agnes Maria de Aragão, ressaltou que o Conselho de Consumidores de Mato Grosso do Sul demonstrou preocupação para os próximos reajustes e a falta de políticas públicas no setor elétrico. Já que o reajuste contou com R$ 21 milhões, que reduziram 0,80 ponto percentual do total do aumento, mas vão gerar consequências.
Conforme o aprovado, o efeito médio do reajuste será de 12,11% para os 1,1 milhão de consumidores da Energisa no Estado. Sendo 12,39% de reajuste para os consumidores em Alta Tensão e 11,98% para os consumidores em Baixa Tensão.

“Esses processos tarifários decorrem de obrigações contratuais. Temos recorrentemente ações conjunturais que não resolvem o problema estruturalmente e é importante que todos aqueles que fazer o setor elétrico, possamos trazer uma tarifa mais previsível, equilibrada e estável ao consumidor final”, disse o diretor-geral Sandoval Feitosa.
A análise do Concen/MS destaca que o principal fator de pressão sobre as tarifas está relacionado aos encargos setoriais, especialmente aqueles vinculados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Entre os dados apontados, estão a elevação de 12,2% no componente TE CDE GD e o aumento de 53% na TUSD CDE em relação ao ciclo anterior, evidenciando que a composição tarifária é fortemente influenciada por políticas públicas setoriais.
Outro ponto central da manifestação é o diferimento tarifário, mecanismo previsto pela regulação que permite suavizar o impacto imediato do reajuste. De acordo com o documento, a medida reduziria o índice médio em cerca de 0,80 ponto percentual, passando de aproximadamente 12,91% para 12,11%. No entanto, o Conselho ressalta que o diferimento representa um custo futuro ao consumidor.
Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres