Donald Trump anuncia acordo sobre Gronelândia
Acordo deve ser assinado na próxima semana.© Emil Stach/Ritzau Scanpix Foto/dpa/picture alliance
Dinamarca e Gronelândia já confirmaram o acordo, que deve ser assinado na próxima semana, à margem da Assembleia Geral da ONU. Segundo Trump, acordo dá aos EUA “controlo permanente da segurança”.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na madrugada deste sábado um acordo que dá a Washington “controlo permanente sobre a segurança” da Gronelândia, banindo também deste território dinamarquês qualquer presença militar ou investimentos sensíveis de países “adversários”.
“Os Estados Unidos da América assinaram um acordo com o Reino da Dinamarca e a Gronelândia que confere aos Estados Unidos um controlo permanente sobre a segurança — e todas as outras necessidades — na Gronelândia, atendendo plenamente a todas as nossas muitas preocupações”, afirmou Trump na plataforma Truth Social.
“Além disso, a partir de agora, nenhum adversário dos EUA poderá, em caso algum, ter uma base ou presença militar na Gronelândia, nem realizar investimentos sensíveis no território, sem a nossa aprovação expressa por escrito”, adiantou.
Acordo “reforça a segurança”
O acordo foi entretanto confirmado pela Dinamarca e Gronelândia e deverá ser assinado na próxima semana, à margem da Assembleia Geral da ONU.
“Saúdo a perspetiva de um bom acordo para a Gronelândia, o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos”, declarou a primeira-ministra dinamarquesa, em comunicado, após o anúncio de Donald Trump.
Mette Frederiksen, primeira-ministra dinamarquesa© Halil Sagirkaya/Anadolu Agency/IMAGO
O acordo “reforça a nossa segurança comum no Ártico e no Atlântico Norte e é, por isso, benéfico para a NATO e para a Europa”, declarou Frederiksen.
Por sua vez, o chefe do Governo da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, saudou o acordo “que garante e reforça a segurança da Gronelândia, do Reino da Dinamarca, dos Estados Unidos e da aliança ocidental”.
Ameaças de Trump
Trump ameaçou por diversas vezes no ano passado tomar o controlo da Gronelândia, não excluindo mesmo o recurso à força, gerando alarmena Dinamarca e entre aliados da NATO.
Após uma reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, em Davos, Trump anunciou em janeiro ter “formado a estrutura” de um futuro acordo sobre a Gronelândia e retirou a ameaça de tarifas anteriormente feita a países que apoiassem a Dinamarca no diferendo.
Um acordo de defesa de 1951 ao abrigo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e que está formalmente em vigor, rege a presença militar norte-americana na Gronelândia, prevendo inclusivamente vias para a expandir.
A Dinamarca mantém jurisdição soberana da Gronelândia, mas os Estados Unidos têm jurisdição exclusiva sobre as suas próprias instalações militares no território, onde operam a Base Espacial de Pituffik, que apoia alerta de mísseis, defesa antimísseis e vigilância espacial.
O pacto de defesa, atualizado pela última vez em 2004, já permite a Washington aumentar o destacamento de tropas na ilha, desde que as autoridades da Dinamarca e da Gronelândia sejam informadas antecipadamente.
Fonte: msn.com/História de Redação DW África