Doenças respiratórias disparam e expõem abandono e falta de tudo na saúde da Capital

Adriane Lopes ignora reclamações e se omite em casos polêmicos (Foto: Divulgação)

Campo Grande inicia período crítico na saúde, com alta nos casos de doenças respiratórias, que expõem a precariedade e abandono das unidades de saúde. Faltam materiais adequados, equipes e gestão da prefeita Adriane Lopes (PP), enquanto sobram reclamações, acusações de negligência e até ideologia no lugar de assistência.

No domingo (12), uma médica que realizava plantão na Upa Coronel Antonino registrou boletim de ocorrência de transfobia, após ser expulsa da unidade por uma superior. Ela afirma que a superior desrespeitou seu gênero, ao ser acionada por uma situação bem delicada, a falta de materiais adequados para atendimento.

Conforme reportagem do Campo Grande News, a Upa estava lotada e com pacientes graves, mas faltavam itens básicos para assistência, incluindo ventilação mecânica. A superior foi acionada para avalizar as condições de trabalho e falta de materiais, quando desrespeitou a médica.

A situação ocorre após vários casos de pais acusando a saúde municipal de negligência no atendimento. Recentemente, duas crianças morreram após vários atendimentos em Upas, mas sem o diagnóstico adequado.

Enquanto o caos aumenta nas unidades de saúde, que já registram mais de 400 casos de síndrome respiratória grave, a prefeitura se omite em relação as reclamações e tenta forçar uma entrega da gestão de Upas para OS (Organizações de Saúde).

Nas últimas semanas, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela só aparece em público para defender a privatização da saúde, como modelo inovador, sendo que na verdade é investigado por fraudes e corrupção em diversas cidades.

O Conselho Municipal de Saúde e o Sindicato dos Médicos têm se posicionado contrários a proposta e criticam a falta de gestão de Adriane Lopes na saúde de Campo Grande.

“Entregar a chave das nossas unidades para OSs não vai criar um único leito novo no município. O que vemos em Campo Grande hoje é uma falha clara de gestão: falta insumo e falta manutenção mesmo com dinheiro em conta. O médico e a população não precisam de um intermediário privado, precisam que a prefeitura cumpra o papel dela de planejar e investir com transparência”, afirma o Sinmed em nota.

Apesar de evangélica e se dizer comprometida com o povo, Adriane não demonstrou até o momento, nenhum sentimento de solidariedade com as famílias das crianças que morreram após peregrinação em UPAs. Também se mantém alheia aos protestos contra a terceirização na saúde.

Mas a omissão é esperada da prefeita que há anos deixa crianças atípicas sem leite e fraldas por incompetência na compra de itens, mesmo após liminar na Justiça.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informa que apura relato de possível conduta discriminatória registrado em 12 de abril de 2026, com medidas já em andamento. “A Pasta reforça que não compactua com discriminação e que preserva a identidade dos envolvidos. Há um aumento na demanda por atendimentos nas unidades de urgência e emergência, em razão da sazonalidade de doenças respiratórias”

Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres

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