Correios registra déficit de R$8,5 bilhões em 2025
Presidente da estatal fez balanço nesta quinta-feira (23/4) sobre os 100 dias do plano de reestruturação/Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O presidente dos Correios, Emmanuel Rondon, afirmou nesta quinta-feira (23/4) que a estatal apresentou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025.
De acordo com ele, no ano passado, a receita bruta da estatal foi de R$ 17,3 bilhões, no entanto, apenas com relação aos processos judiciais o déficit foi R$ 6,4 bilhões.
“O resultado pode ser explicado por queda de receitas, que pode ser explicado pela dificuldade de caixa, um segundo fator que é muito relevante é o aumento de provisões por passivos judiciais. Outro ponto que é muito relevante é que a despesa geral não para, como temos um custo muito rígido, quando temos uma queda de receita, não temos como diminuir a despesa”, explicou.
Nos últimos anos, a estatal passou por queda de receitas em segmentos tradicionais, aumento de custos operacionais e perdas logísticas.
O crescimento do e-commerce ajudou parcialmente na demanda, mas não foi suficiente para compensar gargalos estruturais, investimentos não realizados e a expansão da concorrência privada. Agora, a empresa busca um plano de reestruturação sólido para se recuperar.
No final do ano passado, a empresa apresentou um plano de reestruturação que terá três fases. A primeira prevê que a estatal deve recuperar a liquidez do saldo da empresa a partir do empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com cinco instituições financeiras.
A segunda fase acontecerá entre 2026 e 2027 e terá reorganização e modernização da companhia. Entre as medidas anunciadas, estão o PDV de 15 mil funcionários, o fechamento de cerca de mil unidades dos Correios em todo o país, a revisão dos cargos de média e alta remuneração em unidades táticas e estratégicas e dos planos de saúde e previdência.
Já a terceira e última fase será focada em modernização, deve se estender ao longo de 2027. A estatal vai buscar consolidar um novo modelo de negócios focado em inovação, parcerias e novas fontes de receita.
Fonte: metropoles.com/Gabriela Pereira