Corredor de ônibus é mais uma obra “sem fim” de Adriane, que fica mais cara e causa morte

Obra anda a passos lentos (Foto: O Jacaré MS)

Promessa da prefeita Adriane Lopes (PP) desde 2022, a conclusão da polêmica obra do corredor do transporte coletivo da Avenida Marechal Deodoro, foi adiada mais uma vez. A prefeitura contratou empresa em 2025 para concluir a obra em um ano, mas prorrogou o contrato que já custa R$ 10,3 milhões, por mais cinco meses.

No Diário Oficial de 28 de abril, a prefeitura prorrogou o contrato com a Engevil Engenharia Ltda até 24 de agosto de 2026. A obra deveria ter terminado em março deste ano, mas entra para a estatística das obras de Adriane Lopes que não terminam.

O contrato inicial de R$ 9,6 milhões foi aditivado em R$ 686 mil e agora chega a R$ 10,3 milhões. A Engevil Engenharia já recebeu R$ 5 milhões da prefeitura para execução dos serviços. Em março, o TCE/MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) cobrou explicações da prefeitura sobre o andamento das obras.

Mas nesta semana, a morte de um motociclista reacendeu as reclamações dos moradores sobre a obra parada. De acordo com o Campo Grande News, Victor Cosme Viana, morreu ao cair da moto que conduzia e ser atropelado por um ônibus. Na região, as reclamações são sobre os acidentes constantes na região por conta da estrutura que deveria ser um corredor de ônibus.

Os pontos de ônibus já causaram muitos acidentes, inclusive a morte de um adolescente de 16 anos. A escuridão da região e o achatamento das vias por conta da obra parada pioram a situação.

Polêmicas e paradas

A obra foi iniciada em 2016 na gestão de Alcides Bernal (PP) e seria concluída pelo Exército por R$ 24 milhões. No entanto, os militares só concluíram o trecho das ruas Guia Lopes e Brilhante, entre a Avenida Afonso Pena e o Terminal Bandeirantes.

Marquinhos Trad (PDT) realizou uma nova licitação e a obra foi parcialmente executada, com os enormes pontos de ônibus inacabados no meio das avenidas Marechal Deodoro e Günter Hans. Houve até a morte de um motociclista jovem próximo ao Trevo Imbirussu.

Na campanha eleitoral, os corredores causaram polêmica. O candidato do PSDB, Beto Pereira, prometeu usar uma picareta para destruí-los. A prefeita Adriane Lopes (PP) ignorou a crítica dos comerciantes e parte da população e antecipou que iria concluir os corredores conforme estava previsto no projeto. O Governo federal liberou R$ 150 milhões, mas o dinheiro ficou parada e as obras suspensas.

O corredor deverá reduzir para duas faixas o tráfego de veículos em cada sentido e ainda levar a retirada de todas as árvores do canteiro das avenidas Marechal Deodoro e Günter Hans.

Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres

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