Cláudio Castro avisa CPI do Crime Organizado que não irá depor

Depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro estava previsto para esta terça (14/4), último dia de trabalhos da CPI/Fonte: Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) comunicou, nesta segunda-feira (13/4), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado que não vai prestar depoimento nesta terça-feira (14/4). O político disse que não poderia ir por questões médicas.

A sessão desta terça da CPI do Crime Organizado será a última. Estava previsto o depoimento do ex-governador e, em seguida, a leitura e votação do relatório final, ainda sendo elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

O governador constava como convocado como testemunha, e era obrigado a comparecer na comissão. O requerimento para sua convocação era de Vieira, que argumentava que sua presença na comissão era “indispensável” para esclarecer as falhas das instituições no combate ao crime organizado.

“O depoimento do ex-governador proporcionará a esta CPI um panorama macro estratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado, bem como a capilaridade da infiltração de criminosos no aparato estatal”, dizia um trecho do documento.

Como o governador alegou motivos de saúde e a CPI estará no último dia dos trabalhos, não haverá outra data para o depoimento. A expectativa agora é que seja feita a leitura e votação do relatório final.

A CPI do Crime Organizado começou a funcionar em novembro, e no último mês buscou se colar mais ao caso de fraude financeira do Banco Master. O relator do colegiado tentou convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a prorrogar os trabalhos, mas não conseguiu.

Após ter a negativa de Alcolumbre, Vieira criticou o colega, com a alegação de que era um “grande desserviço” ao país.

“Ele justifica dizendo que se trata de um ano eleitoral e, na visão dele, não é bom ter uma CPI tramitando. É óbvio que a gente não concorda com esse posicionamento. Eu entendo que o presidente Davi presta um grande desserviço para a nação. A CPI tem assuntos importantes ainda a analisar; nós temos um volume muito elevado de documentos, de dados, de sigilos que foram quebrados, que precisam ser analisados”, argumentou o relator.

Fonte: metropoles.com/Gabriel Buss

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