Caiado crítica Lula e acena aos EUA ao falar em “facções terroristas”

Declarações foram dadas durante participação do presidenciável na Marcha dos Prefeitos, que ocorre em Brasília/Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (20/5). O ex-governador de Goiás também criticou a atuação federal no combate ao crime organizado e afirmou que, diferente de Lula, pretende classificar organizações criminosas brasileiras como terroristas.

As manifestações foram feitas durante participação de Caiado na Marcha dos Prefeitos, que reúne chefes dos Executivos locais em Brasília. Em um discurso que durou pouco mais de 40 minutos, o presidenciável do PSD fez críticas a recentes medidas anunciadas por Lula, como o programa Desenrola e o fim da taxa das Blusinhas.

“Ele [Lula] enrolou a população e agora quer desenrolar. Ele dizia que ‘pode ir lá, vai comprar, pode fazer sua parcela’ e agora ele lança o Desenrola (…) Ele falou para o cidadão: ‘ó, monta a sua confecção na sua cidade, dá emprego para as mulheres, para ela confeccionar e botar para vender as blusinhas e tudo mais’. Agora, chegou a 5 meses das eleições ele tirou a taxa das blusinhas. E a mulher coitada que comprou a máquina elétrica dela e a confecção ‘tá’ lá enrolada e não sabe o que vai fazer?”, disse Caiado.

Durante coletiva de imprensa, o ex-governador goiano também criticou a atuação do governo Lula no combate ao crime organizado. Segundo Caiado, as medidas anunciadas pelo petista, incluindo o recente plano anunciado pelo governo federal, são pouco eficazes. Questionado sobre qual deve ser plano de governo para esta área, o candidato do PSD afirmou que pretende declarar organizações criminosas como terroristas.

De acordo com Caiado, a medida vai ser um dos seus “primeiros atos” em uma eventual vitória ao Palácio do Planalto. Com a adoção desta classificação, o pré-candidato esperar pode utilizar todo o aparato das Forças Armadas do Brasil no combate a atuação de organizações, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Essa classificação ganhou repercussão nos últimos meses após o governo dos Estados Unidos manifestar o mesmo interesse. A gestão de Lula é contra esta definição, membros do Palácio Itamaraty também veem como negativo essa medida, pois pode abrir precedentes para atuação de Washington no Brasil, até mesmo no âmbito militar.

Fonte: metropoles.com/Carinne Souza

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