Após três focos de doença de Newcastle, SC vistoria 100% das granjas e tem 70 propriedades com testes negativos
Após três focos de doença de Newcastle, SC vistoria 100% das granjas e tem 70 propriedades com testes negativosFoto: Divulgação/Cidasc/ND Mais
Mais de 80 profissionais atuam na força-tarefa, que mantém quatro barreiras sanitárias para controlar o trânsito e desinfetar veículos
As ações de combate à Doença de Newcastle em Santa Catarina avançaram após a confirmação de três focos do vírus em granjas comerciais no Oeste do Estado. Os três locais passaram pelos procedimentos de eliminação das aves, limpeza e desinfecção, enquanto 70 estabelecimentos comerciais já tiveram resultados negativos para a doença, conforme balanço divulgado pela Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) nesta sexta-feira (30).
A força-tarefa já concluiu a vigilância epidemiológica em 100% dos estabelecimentos comerciais localizados no terceiro raio de monitoramento. Mais de 80 profissionais participam dos trabalhos, que contam com quatro barreiras sanitárias para controlar o trânsito e realizar a desinfecção de veículos.
Os três focos foram identificados nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim. O primeiro caso foi confirmado em 18 de outubro, em uma criação comercial de perus de corte. Na sequência, os outros dois focos tiveram confirmação laboratorial nos dias 24 e 26 de outubro, respectivamente.
Ao todo, 47.318 aves foram eliminadas nos três estabelecimentos. Foram 6.526 no primeiro foco, 33.993 no segundo e outras 6.799 no terceiro. Após os procedimentos sanitários, as propriedades passaram pelas etapas de limpeza e desinfecção e entraram no período de vazio sanitário.
Força-tarefa já concluiu a vigilância epidemiológica em 100% dos estabelecimentos comerciais localizados no terceiro raio de monitoramentoFoto: Felipe Neitzke/Reprodução/ND Mais
Vigilância e retomada das exportações
Além das granjas comerciais, as equipes também atuam na inspeção de propriedades de subsistência. No dia 29 de outubro, a força-tarefa havia vistoriado 508 dessas propriedades. No dia seguinte, as 40 equipes envolvidas concentraram os trabalhos na continuidade dessas inspeções.
A área de emergência reúne mais de 2.700 propriedades mapeadas. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prevê concluir as análises laboratoriais neste sábado (31). Os resultados serão utilizados em estudos estatísticos que vão orientar as próximas decisões sanitárias para a região.
O avanço das medidas também ocorre em meio à retomada de mercados internacionais. O México decidiu voltar a importar produtos avícolas brasileiros, em um movimento relacionado à resposta sanitária adotada pelo país diante da ocorrência da doença.
A doença teve três focos identificados nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova ErechimFoto: Canva/ND Mais
A Cidasc afirma que a situação permanece restrita e sob controle do Serviço Veterinário Oficial. Os avicultores da região são orientados a manter os protocolos de biosseguridade, especialmente para impedir o contato entre aves comerciais e aves silvestres.
O que é a Doença de Newcastle?
A Doença de Newcastle é uma infecção viral contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres. A gravidade depende da variante do vírus e da espécie afetada.
Em situações mais graves, a doença pode provocar problemas respiratórios, diarreia, alterações neurológicas e alta mortalidade entre as aves. A transmissão ocorre pelo contato com animais infectados, secreções e fezes, além de água, alimentos, equipamentos e superfícies contaminadas.
Infecção pelo vírus é rara em pessoas e pode causar conjuntivite leve após contato direto com secreções de aves infectadasFoto: Imagem meramente ilustrativa/Shutterstock/ND Mais
A identificação do vírus exige medidas de vigilância e controle para impedir a disseminação entre criações. A ausência de sintomas, inclusive, não descarta a infecção, que pode ser identificada por meio de exames laboratoriais.
Segundo o Ministério da Agricultura, produtos avícolas submetidos à inspeção oficial continuam seguros para o consumo humano. A identificação do vírus em uma granja não significa que a carne comercializada esteja contaminada ou imprópria para consumo.
Fonte: ndmais.com.br
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