Após trair o povo e na contramão da história: 60% avaliam vereadores como ruim/péssimo
Para 60% dos eleitores, o trabalho do parlamento é ruim/péssimo (Foto: Divulgação)
Pesquisa do Instituto Ranking Brasil aponta que 60% dos moradores de Campo Grande avaliam o trabalho dos vereadores como ruim/péssimo. A Câmara Municipal teve queda brusca na popularidade após o parlamento trair a população e votar pela manutenção do aumento de até 396% no IPTU 2026, a favor do reajuste de 66% no salário da prefeita Adriane Lopes (PP) e ainda aprovar a isenção de R$ 38,5 milhões ao Consórcio Guaicurus.
Ao dar respaldo político para a administração de Adriane Lopes (PP), apontada como ruim/péssima por 80% dos eleitores e considerada a pior prefeita do Brasil, os vereadores também enfrentam queda brusca na popularidade e já caminham para serem considerados também os piores da história de Campo Grande.
A gestão do atual presidente da Câmara, Epaminondas Silva Neto, o Papy (PSDB), evangélico e pastor como a atual prefeita, é desaprovada por 70% dos eleitores. Apenas 20% o aprovam. Houve piora de 10 pontos percentuais em relação a novembro do ano passado, quando 60% desaprovavam os vereadores.
Os vereadores, que custam uma fortuna aos cofres públicos, ganharam fama de traíras e de atuarem contra o povo de Campo Grande. Em janeiro, eles ensaiaram uma recuperação ao realizar sessão extraordinária para suspender o aumento abusivo na taxa do lixo. No entanto, abandonaram o contribuinte a própria sorte e mantiveram o veto de Adriane ao projeto que acabava com o aumento abusivo na taxa do lixo.
No final das contas, os vereadores acabaram dando aval ao aumento de até 396% no IPTU. No ano passado, eles aprovaram o reajuste de até 159% no salário da prefeita, da vice-prefeita Camilla Nascimento Oliveira (sem partido) e dos secretários, enquanto os servidores, inclusive quem ganha menos que um salário mínimo, estão sem reajuste e a correção da inflação há três anos.
Os vereadores ainda aprovaram isenção de R$ 38,5 milhões ao Consórcio Guaicurus, famoso pela má prestação do serviço e por não cumprir o contrato, enquanto moradores sofrem transtornos e até morrem em acidentes causados pela buraqueira em Campo Grande. O custo do deboche veio na avaliação dos vereadores
Pior turma de vereadores da história
De acordo com o Ranking Brasil, 60% dos eleitores avaliam o trabalho dos vereadores como ruim/péssimo, enquanto 14% o consideram regular e apenas 16% avaliam como ótimo/bom. Apenas 10% não souberam responder.
Em novembro, o trabalho do parlamento era reprovado por 40%. Esse índice vem subindo desde março do ano passado, quando 23% avaliavam como ruim/péssimo o trabalho dos vereadores. Em um ano, triplicou o número de eleitores insatisfeitos com os vereadores.
Na mesma proporção houve no índice de ótimo/bom, que era de 35% em março do ano passado. O percentual foi caindo para 33% em agosto, 26% em outubro e 19% em novembro do ano passado.

Os vereadores contra o povo
Conforme a pesquisa, para 35,2% dos eleitores, os vereadores traíram a população na votação do IPTU ao manter o veto da prefeita ao projeto que suspendia a majoração abusiva e inconstitucional na taxa do lixo. Aliás, a taxa do lixo é citada como 24,60% da população.
De acordo com a sondagem, 20% apontaram que os vereadores deram dinheiro para o Consórcio Guaicurus; 16,80% avaliam que os parlamentares só servem para aprovar moção e indicação – e pior, ainda brigam por uma simples homenagem ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Falta pudor e vergonha a alguns parlamentares.
Para 13,60% dos eleitores, os atuais vereadores são os piores em 126 anos de história. Ou seja, fazem companhia a Adriane Lopes neste quesito de entrar como os malditos da política campo-grandense.
Já 10,40% apontaram que os vereadores só aprovam o que a prefeita da Capital manda. Outros 8,20%avaliam que a Câmara atua como puxadinho da prefeitura – referência jocosa de que o vereador não tem personalidade política própria. Já 6% avaliam que só salva meia dúzia.
Começa a aparecer na população os defensores da proposta de que o melhor era mesmo fechar a Câmara Municipal, que vota contra o povo e custa uma fortuna ao erário. Essa proposta, antidemocrática, é defendida por 5,80% dos eleitores.
A pesquisa ouviu mil eleitores entre os dias 16 e 20 deste mês. A margem de erro é de 3,1% para mais ou menos. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o número MS-02346/2026 e BR-04749/2026.

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt