Ambientalista quer estudo de impacto ambiental sobre desmatamento no Parque dos Poderes
Desmatamento pode avançar (Foto: Arquivo)
Segue tramitando na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, a ação para desmatamento do Parque dos Poderes e, em nova etapa ambientalista deve pedir um estudo de impacto ambiental da supressão na biodiversidade existente no espaço.
A advogada Giselle Marques, uma das coordenadoras de um dos grupos contra o desmatamento, explica que nesta semana ocorre uma segunda audiência de saneamento, conduzida pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, que está entendendo sobre a complexidade da ação.
“Vou sugerir que o juiz determine um estudo de impacto ambiental, pois este é um processo que houve acordo entre Ministério Público e Governo do Estado para desmatar áreas. Me opus a este acordo e vou sugerir este estudo para que a gente realmente entenda os impactos, se houver o desmatamento”, afirma Giselle.
Ela se refere principalmente aos animais que moram por ali, como capivaras, quatis e abelhas. “Nada disso está explicado até agora e precisamos entender os reais impactos de desmatar aquela área”.
Outro ponto ainda obscuro do processo é quantos hectares devem ser desmatados. Inicialmente eram 3,3 há, mas agora não há um consenso entre as partes.
Desdobramentos
A ação conta com um grupo de advogados, profissionais liberais e defensores do meio ambiente que se levantou contra o acordo feito entre as instituições, como Tribunal de Justiça, Governo do Estado, Ministério Público e Defensoria para desmatar o local para a construção e ampliação de prédios públicos.
O acordo chegou a ser homologado em uma sentença polêmica pela juíza e atual desembargador Elisabeth Rosa Baisch, em substituição na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. No entanto, a sentença foi anulada por Ariovaldo Nantes Corrêa, que não homologou o acordo e manteve a ação contra o desmatamento.
Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres