ACP participa de debate sobre inclusão, diversidade e garantia de direitos no Congresso da FETEMS
Educação Especial, povos originários, Educação do Campo, combate ao racismo e juventude integram a programação do segundo dia do encontroA participação da delegação da ACP no 29º Congresso Estadual da FETEMS prossegue nesta sexta-feira (21), em Dourados, com um painel dedicado a pautas fundamentais para a construção de uma educação pública democrática, inclusiva e comprometida com a garantia de direitos.Depois de uma manhã voltada à conjuntura educacional, o quarto painel amplia a discussão para as políticas educacionais e a diversidade.
A mesa reúne cinco grandes temas: Educação Especial e inclusão; Educação Escolar Indígena; Educação do Campo; combate ao racismo e igualdade de direitos; e juventude, educação e sindicalismo.A Educação Especial como direito e inclusão será debatida pelo professor doutor Reinaldo dos Santos, da Faculdade de Educação da UFGD.
O tema chama atenção para a necessidade de assegurar condições efetivas de acesso, permanência, participação e aprendizagem, com profissionais qualificados, acessibilidade, recursos pedagógicos e políticas públicas permanentes.A Educação Escolar Indígena e o respeito aos saberes dos povos originários serão abordados pela professora mestra Teodora de Souza Guarani.Em Mato Grosso do Sul, onde a presença dos povos indígenas é parte fundamental da história e da formação social do Estado, discutir educação escolar indígena significa reconhecer línguas, territórios, culturas, memórias e formas próprias de produção do conhecimento.
Na sequência, o professor doutor Marcelo Corrêa da Silva, da UFGD, aborda a Educação do Campo, o respeito à diversidade e a valorização da vida no campo. Permanência das escolas, condições de acesso, valorização dos profissionais e propostas pedagógicas vinculadas às realidades dos territórios integram esse debate.O enfrentamento ao racismo e a defesa da igualdade de direitos ficam a cargo do procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida, do Ministério Público Federal em Dourados. Sua participação aproxima educação e direitos humanos ao discutir o papel das instituições no enfrentamento às desigualdades e às diferentes formas de discriminação.
Fechando a mesa, o professor Luiz Felipe Krehan, da rede pública de São Paulo e do Coletivo de Juventude da CNTE, traz para o Congresso a relação entre juventude, educação e sindicalismo.A participação das novas gerações é também um desafio para o movimento sindical, que precisa fortalecer sua capacidade de diálogo, formação e renovação sem perder a experiência histórica acumulada pelas entidades.Para a delegação da ACP, acompanhar esse conjunto de discussões significa aprofundar pautas que chegam diariamente às escolas de Campo Grande.Inclusão, combate ao racismo, respeito aos povos originários, diversidade e reconhecimento dos diferentes sujeitos e territórios da educação estão diretamente ligados ao direito de aprender, ensinar e viver o espaço escolar com dignidade.
Fonte: acpms.com.br/Assessoria de Imprensa/ Marithê do Céu