Moraes pode determinar operação contra Flávio Bolsonaro ‘a qualquer momento’, afirma Dallagnol
Dallagnol afirma que Moraes pode determinar operação contra Flávio Bolsonaro “a qualquer momento”Foto: Reprodução/ND Mais
O senador eleito pelo Paraná publicou um vídeo em suas redes sociais na noite desta quarta-feira (21) comentando o rumor; entenda
O senador eleito pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) publicou um vídeo em suas redes sociais na noite desta quarta-feira (21) afirmando que circulam rumores em Brasília de que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes “pode dar um golpe judicial na eleição de Flávio Bolsonaro a qualquer momento”.
“É urgente”, iniciou a gravação. “Moraes pode fazer uma operação contra o Flávio Bolsonaro para tentar ganhar a eleição para o Lula“, disse o político.
Segundo ele, a investigação poderia ser realizada “a qualquer momento”, a poucos dias do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). “Todo mundo sabe que a eleição de Lula é uma questão de vida ou morte para Moraes”, afirmou Deltan. “Ele só vai sair impune se o Lula vencer”, disse.
Na sequência, Dallagnol reiterou que “todo mundo sabe do envolvimento de Moraes com o Vorcaro“, em referência ao ex-controlador do Banco Master. Ele também citou “suspeitas de corrupção” em contratos milionários. “Para Moraes não se trata apenas de perder um cargo”, afirmou.
Isso porque, segundo Deltan, se Moraes sofrer impeachment, “ele vai para a cadeia”. “Então imagina o tamanho do desespero do Moraes”, disse.
Veja: https://www.instagram.com/p/Dex3_AnPQSV
Deltan cita reportagem e vídeo de jornalistas
Na sequência, o senador mencionou uma reportagem da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, segundo a qual a PF (Polícia Federal) prepara novas operações no Rio de Janeiro “em breve”. Segundo informações apuradas pelo colunista, a corporação teria enviado uma série de agentes para reforçar a equipe no estado.
Dallagnol também cita um vídeo publicado pelo jornalista Claudio Dantas na mesma noite, no qual o analista político afirma que os brasileiros podem esperar “uma operação contra o Flávio Bolsonaro” nesta quinta (22) ou sexta (23). “Será que nós estamos prestes a ver mais uma violência jurídica?”, questionou Deltan.
Dantas reforça, em seu vídeo, que quem está em Brasília estaria “vendo os movimentos” dos bastidores políticos.
Veja: https://www.instagram.com/p/Dexz1TXz6Nv
Sala secreta em hangar de aviação
No vídeo, Claudio Dantas também comenta sobre a descoberta, pela PF, de uma sala secreta que seria utilizada para guardar dinheiro em espécie em um dos hangares do Aeroporto Internacional de Brasília. Segundo o Estadão, o espaço estaria vinculado às empresas de aviação de Willer Tomaz.
A informação teria sido obtida pelo jornal por meio de um relatório da PF produzido durante uma operação de busca e apreensão contra o advogado.
Em resposta, Willer Tomaz informou que a sala e seus equipamentos “são essenciais para a prestação de serviços a empresas de transportes de valores que temos em nosso portfólio”. “É fantasiosa e ridícula a tese de que a sala seria usada para contar ou guardar recursos de origem não declarada”, afirmou ao Estadão.
Inquérito contra Flávio Bolsonaro
Provas colhidas anteriormente em um inquérito da PF que tramitava em primeira instância no Rio Grande do Sul e apurava suspeitas envolvendo plataformas de pagamento digital e o setor de apostas foram o ponto de partida para uma nova investigação contra Flávio Bolsonaro, segundo o R7.
A Polícia Federal afirmou ter identificado, ao longo das apurações, “elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto”. A empresa foi a primeira a obter autorização estadual, no governo do Rio de Janeiro, para explorar apostas esportivas.
O advogado Willer TomazFoto: Reprodução/ND Mais
Segundo a corporação, dois sócios formais da Rede Loto teriam vínculos com o advogado e, por isso, ele passou a ser investigado. Na sequência, ocorreu a quebra do sigilo dos dados armazenados na nuvem do celular de Willer. Durante as análises, os investigadores identificaram vínculos entre ele e Flávio Bolsonaro.
O presidenciável possui foro privilegiado por exercer o cargo de senador. Dessa forma, o caso foi encaminhado ao STF. No documento, a PF escreveu: “Registra-se, por fim, que o material analisado contém referências a autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função, notadamente parlamentar federal”.
“A análise da trajetória pessoal e dos dados relacionados a Willer revelou a existência de uma ampla rede de contatos com agentes públicos e figuras de projeção política, incluindo políticos, servidores públicos, integrantes do Ministério Público e pessoas vinculadas ao Poder Judiciário (…)”, consta.
“Entre os vínculos que merecem especial atenção está aquele relacionado ao senador Flávio Bolsonaro, cuja proximidade com o investigado aparece indicada nos elementos analisados”, diz a PF. Segundo o R7, a investigação conta com menções a festas, encontros e reuniões entre Willer e Flávio.
“Durante as análises, foram identificados diversos elementos que evidenciam uma relação de proximidade entre Willer e Flávio Bolsonaro”, afirma a corporação.
Também foram identificados pagamentos de viagens ao parlamentar e um vínculo com uma conta bancária em nome da Alcazar Holding.
Nela, Flávio era mencionado como “usuário master”. Segundo a PF, em uma das contas bancárias do advogado, cerca de R$ 130 milhões foram movimentados entre março e maio de 2025. Para a Polícia Federal, é necessário aprofundar a apuração sobre a origem e a destinação dos recursos.
Fonte: ndmais.com.br
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