Braço direito de senadora fracassa nas urnas e fica em 35º lugar usando nome de Tereza Cristina
Ele apelou à principal aliada, mas Santullo da Tereza ficou em 35º lugar com R$ 1,017 milhão para gastar na campanha (Foto: Arquivo)
Braço direito da presidente estadual da Federação União Progressista, Tereza Cristina, o ex-secretário municipal de Governo de Campo Grande, Marco Aurélio Santullo (PP), foi um dos grandes fiascos da eleição. Nem usando o nome da senadora, já que se apresentou como Santullo da Tereza, livrou-o do vexame de não ser eleito na primeira disputa.
Santullo da Tereza conquistou apenas 11.245 votos apesar de ter arrecadado R$ 1,017 milhão. A maior parte veio do Fundo Especial Eleições, o polêmico Fundão, já que a direção nacional do PP enviou R$ 500 mil e a direção estadual, outros R$ 220 mil. O candidato ainda tirou R$ 120 mil do próprio bolso.
A prestação de contas é parcial. O prazo para apresentar a receita e despesa na campanha ao Tribunal Superior Eleitoral termina no dia 1º de novembro.
A campanha milionária e o apoio da ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro não impulsionaram a candidatura de Santullo da Tereza. Ele ficou em 35º lugar. O investimento foi de R$ 71,39 por voto, considerando-se a prestação de contas parcial.
O vereador de Rio Brilhante, Daverson Matos (PL), também disputou o cargo de deputado estadual pela primeira vez e conquistou 30.609 votos. Ele foi eleito deputado com investimento de R$ 273.274. O gasto por voto foi de R$ 8,92.
O fracasso de Santullo da Tereza mostra que a senadora consegue emplacar candidatos dentro de uma conjuntura e não possui força política para eleger um poste, como é o jargão político para se referir a políticos bons de votos, como Bolsonaro. Ao se eleger senadora em 2022, Tereza Cristina teve o apoio de Bolsonaro e dos principais candidatos a governador, como Eduardo Riedel (PP), André Puccinelli (MDB) e Capitão Contar (PL).
Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt