2 de outubro de 2026
Política

PM apreendeu com assessor valor 65% superior ao arrecadado por Lídio Lopes

Zé Bocão já fez campanha para Adriane em 2024, conforme fotos divulgadas nas redes sociais (Foto: Arquivo)

A Polícia Militar apreendeu o assessor parlamentar José Antônio Pires, o Zé Bocão, com R$ 127 mil em dinheiro vivo – o valor é 65% superior ao total arrecadado até o momento pelo deputado estadual Lídio Lopes (PP). Também é 161% mais que o total gasto até o momento com atividades de militância e mobilização de rua declarado pelo marido da prefeita Adriane Lopes (PP) ao Tribunal Superior Eleitoral.

Vereador por cinco mandatos, Zé Bocão pegou o dinheiro e os santinhos do deputado em Campo Grande e estava levando para Mundo Novo, conforme o boletim de ocorrência feito pela PM.

O valor apreendido, R$ 127 mil, é 65% superior ao valor arrecadado pelo candidato à reeleição, que soma R$ 76,7 mil, conforme declaração feita ao Tribunal Superior Eleitoral. O montante representa 85% das despesas declaradas pelo deputado, que totalizam R$ 148,9 mil.

Se for considerar apenas os gastos com a contração de cabos eleitorais e mobilização de rua, o dinheiro apreendido para gastar em Mundo Novo representa 161% superior. O montante gasto soma R$ 48,5 mil, conforme informações da Justiça Eleitoral.

A PM apreendeu uma lista que prevê o repasse para 11 pessoas, com valores que oscilam entre R$ 2,5 mil e R$ 25 mil. Os nomes da lista deverão ser convocados pela Polícia Federal para explicarem o que fariam com o dinheiro e podem responder por crime eleitoral se for comprovada a compra de votos.

A lista: PF deve convocar citados em lista apreendidas com assessor de Lídio Lopes (Foto: Reprodução)

O Jacaré procurou o deputado estadual Lídio Lopes, mas, até a publicação desta matéria, ele não se manifestou sobre a apreensão do dinheiro com o seu assessor parlamentar.

Compra de votos

A mulher do deputado, a prefeita de Campo Grande foi denunciada à Justiça Eleitoral por compra de votos. No entanto, ela foi absolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul por cinco a dois. Apesar de concluir que houve captação ilícita de votos, cinco magistrados votaram para absolver Adriane porque não houve prova cabal de que ela teria ordenado a compra de votos.

Votaram para salvar Adriane e a vice-prefeita, Camilla Nascimento Oliveira (sem partido), o relator, juiz Alexandre Antunes da Silva, o desembargador Carlos Eduardo Contar (presidente), o desembargador Sérgio Fernandes Martins e os juízes eleitorais Márcio de Ávila Martins Filho e Carlos Alberto Almeida de Oliveira.

Apenas o juiz estadual Vítor Luís de Oliveira Guibo e o juiz federal Fernando Nardon Nielsen votaram pela cassação da prefeita por compra de votos. O PDT, a Democracia Cristã e a Procuradoria Regional Eleitoral recorreram ao TSE e aguardam o julgamento.

A PF deflagrou a Operação Suffragium, deflagrada em 19 de junho deste ano, para investigar a compra de votos por Adriane nas eleições de 2024. O inquérito tramita em sigilo e segue as pistas da denúncia, como compra de votos com Pix por servidora lotada no gabinete da prefeita.

Agora, Lídio entra na mira da PF por compra de votos.

Confira resumo

  • Total apreendido: R$ 127 mil
  • Receita total da campanha: R$ 76.700
  • Despesas totais: R$ 148.951
  • Gasto com mobilização de rua e militância: R$ 48.550
Ex-vereador de Mundo Novo tentou subornar policiais pagando R$ 5 mil (Foto: Arquivo)

Fonte: ojacare.com.br/By Edivaldo Bitencourt

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *