17 de setembro de 2026
Política

Ministro do STJ volta a negar liberdade a Neno Razuk e ex-deputado caminha para 2° mês preso

O ministro Carlos Pires Brandão, do Superior Tribunal de Justiça, negou nesta quarta-feira (16) pedido de liminar em recurso em habeas corpus do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL). O magistrado já havia rejeitado conceder liberdade ao bolsonarista em HC no início deste mês de setembro.

Neno foi preso preventivamente pela Polícia Federal no dia 2 de agosto, após ficar foragido na Bolívia desde 1° de julho, e agora caminha para o segundo mês completo de cadeia. Atualmente, há dois recursos do ex-deputado contra a prisão em trâmite no STJ.

Conforme o sistema de consulta processual do STJ, Carlos Brandão pediu informações ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e à 4ª Vara Criminal de Campo Grande sobre a prisão de Razuk e solicitou parecer do Ministério Público Federal antes do julgamento do mérito do recurso.

Neno Razuk está preso, assim como os irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, e o pai, Roberto Razuk, que estão detidos desde o dia 25 de novembro do ano passado com a deflagração da 4ª fase da Operação Successione. 

Na ocasião, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) não incluiu o então deputado estadual porque a manutenção da prisão esbarraria no corporativismo dos colegas da Assembleia Legislativa. 

Após Neno perder o mandato, a prisão dele foi decretada pelo juiz José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, e fulminou as chances do ex-parlamentar concorrer a deputado federal nas eleições deste ano.

Razuk passou um mês na Bolívia e foi preso no dia 2 de agosto quando retornava a Mato Grosso do Sul para se entregar, segundo a defesa dele. O ex-deputado foi condenado a 16 anos de reclusão por integrar organização criminosa, roubo a mão armada e exploração do jogo do bicho decorrente da primeira fase da Operação Successione.

Ele foi condenado porque usou da violência para assumir o comando do jogo do bicho em Campo Grande após a derrocada da família Name com a Operação Omertà. Apesar da investigação do Gaeco, o ex-deputado foi acusado de manter a ofensiva na Capital e de até planejar expandir o jogo do bicho para outros estados brasileiros. Havia até expectativa de assumir o comando da jogatina em Goiás.

Fonte: ojacare.com.br/By Richelieu de Carlo

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