12 de setembro de 2026
Cidades

Mais de 20 horas após temporal, bairros de Campo Grande seguem sem energia; Energisa mobiliza reforço de outros estados

Mais de 20 horas após o temporal com ventos próximos a 100 km/h que atingiu Campo Grande no final da tarde de quinta-feira (10), moradores de diversas regiões da Capital continuam sem energia elétrica nesta sexta-feira (11). O apagão pontual afeta residências, comércios, clínicas médicas, uma escola particular e até uma instituição de acolhimento a idosos.

Entre os locais mais impactados por desabastecimento prolongado estão trechos dos bairros Pioneiros, Jardim TV Morena, Maria Aparecida Pedrossian, Jardim Paulista, Jardim São Bento, Monte Castelo, Novos Estados, Vila Eliane e Jardim Centro-Oeste. No centro da cidade, o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) também registrou interrupção no fornecimento.

Impactos no cotidiano e serviços paralisados

O rastro de danos acumulados gerou reflexos imediatos na rotina dos moradores e em serviços privados essenciais:

  • Instituições de acolhimento e ensino: No Jardim Paulista, um lar de idosos e imóveis vizinhos permanecem sem luz desde as 18h de quinta-feira. O Colégio Status precisou suspender as atividades escolares nesta sexta-feira por falta de energia.
  • Atendimentos de saúde: Uma clínica de fisioterapia no Jardim São Bento cancelou as sessões do período vespertino após previsões sucessivas de restabelecimento serem adiadas para a noite.
  • Visitação pública: O Bioparque Pantanal suspendeu as visitas de turistas e estudantes em razão da instabilidade na rede.

Força-tarefa da Energisa e reconstrução de redes

Em boletim emitido às 13h desta sexta-feira, a concessionária Energisa informou que quadruplicou o contingente técnico em campo, recebendo reforço emergencial de equipes enviadas de filiais de Minas Gerais, Tocantins, Paraíba, Sergipe, Acre e Rondônia.

Segundo a empresa, a maior parte dos estragos na infraestrutura foi provocada por árvores de grande porte arremessadas sobre postes e fiações:

  • Substituição de postes: Cerca de 30 postes avariados já foram ou estão em fase de troca, com estimativa de que o número total de estruturas destruídas alcance 100 unidades;
  • Reconstrução total: Em setores críticos, ramais de distribuição precisarão ser reconstruídos do zero;
  • Índice de atendimento: A distribuidora destacou que 82% dos consumidores afetados no pico do temporal já tiveram o fornecimento normalizado e que os serviços essenciais, como hospitais públicos e privados, operam com 100% de carga.

Dinâmica meteorológica e risco residual

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), as estações meteorológicas registraram rajadas oficiais de 87 km/h no Aeroporto Internacional de Campo Grande e de 84 km/h na Embrapa Gado de Corte, com probabilidade de ventos de até 100 km/h em áreas isoladas.

O fenômeno foi impulsionado pelo intenso aquecimento diurno somado ao deslocamento de uma linha de instabilidade (com características visuais de nuvem-prateleira). Tanto o Cemtec quanto a Defesa Civil mantêm o alerta para instabilidades residuais ao longo desta sexta-feira na bacia urbana da Capital.

Com informações de Cemtec-MS e Energisa.

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