Reforma da rodoviária empaca e prefeitura “desperdiça” R$ 11,9 mi com aluguel e aditivos
Funsat e Guarda devem mudar para prédio da antiga rodoviária (Foto: Arquivo)
Prevista para ser concluída em junho de 2023, a obra de revitalização da antigo Estação Rodoviária de Campo Grande empacou e virou ralo de desperdício de dinheiro público. Em decorrência do atraso, uma marca da gestão Adriane Lopes (PP), o município teve gasto extra de R$ 11,9 milhões, sendo R$ 9,1 milhões com aditivos e R$ 2,8 milhões com alugueis.
Em junho de 2022 a prefeita Adriane Lopes (PP) firmou contrato com a NXS Engenharia para a reforma da antiga rodoviária de Campo Grande, com a promessa de conclusão em um ano. Pronto, o espaço vai abrigar a Funsat (Fundação Social do Trabalho) e a sede da Guarda Municipal que ocupam prédios alugados, que somam R$ 59 mil ao mês.
A obra do Terminal Heitor Eduardo Laburu que era pra ter terminado em junho de 2023, ainda está em andamento. São três anos de atraso, em que a prefeitura desembolsou R$ 2,1 milhões em alugueis dos prédios da Funsat e GCM. Mas como as obras continuam, o valor vai aumentar.
Recentemente, a prefeitura informou que a inauguração do prédio só deve acontecer no primeiro semestre de 2027, devido a implantação de ar condicionado. Adicionado mais um ano entre junho de 2026 e junho de 2027, serão mais R$ 708 mil gastos com aluguel.
No prédio da Funsat, na Rua 14 de Julho, 992, a prefeitura paga R$ 35,4 mil de aluguel mensal para a Coplan Construções Planejamento Indústria e Comércio. Em 2026, completa 9 anos de aluguel, mas o contrato ganhou uma clausula de que será rescindido quando a reforma da rodoviária terminar.
Já pelo prédio da sede da Guarda Municipal, na rua Oceano Atlântico, 353, a prefeitura paga R$ 24.200 desde 2019 à proprietária Ana Rita Barbieri Figueiras. Somados, por mês a prefeitura paga R$ 59,6 mil pelo aluguel dos dois prédios.
Aluguel não é o único gasto a mais
O aluguel dos prédios não é o único gasto extra da prefeitura com a obra interminável. É importante considerar que a reforma da rodoviária ficou 54% mais cara ao longo dos 4 anos, devido a R$ 9 milhões a mais de aditivos.
A obra estava orçada em R$ 16,5 milhões em 2022, mas recebeu 9 aditivos ao longo do anos, que elevaram o valor total para R$ 25,6 milhões. Recentemente a prefeitura divulgou redução de R$ 544 mil na conta total, o que reduziu o orçamento total, que passava dos R$ 26 milhões.
Além disso, a prefeitura firmou contrato de R$ 2 milhões com a TMAC Engenharia, para fazer a climatização do prédio Heitor Eduardo Laburu. O orçamento total era de R$ 3,2 milhões, mas a empresa de Campo Grande, ofereceu o menor valor e venceu a licitação.
O contrato com a NXS termina em dezembro de 2026, porém, em nota a prefeitura afirma que a inauguração só em 2027. “A instalação do sistema de climatização é uma etapa necessária para a continuidade da obra. Em razão dessa adequação no cronograma, a previsão de conclusão e entrega foi reprogramada para abril de 2027”, diz nota.
Fonte: ojacare.com.br/By Priscilla Peres