28 de agosto de 2026
Cotidiano

Lula rejeita privatização enquanto Correios acumula rombo bilionário

Presidente diz que estatal precisa ser “recuperada”, apesar de quatro anos seguidos de prejuízo/Foto: Reprodução

presidente Lula (PT) descartou, nesta quinta-feira (27), a privatização dos Correios e afirmou que pretende recuperar a estatal, mesmo diante da deterioração financeira da empresa durante seu governo. A estatal registrou prejuízo de R$ 5,4 bilhões apenas no primeiro semestre de 2026.

Questionado no Jornal Nacional se considera vender a empresa, Lula afirmou que não.

Segundo o presidente, a crise não seria resultado exclusivamente da gestão atual. “Desde 85, o Correio Brasileiro vive em crise e alguém quer privatizar o Correio”, afirmou.

Lula também atribuiu parte dos problemas à dificuldade de adaptação da estatal às mudanças do mercado.

“Obviamente que o Correio é a vítima. É que ele não se adaptou aos novos tempos. Não se adaptou. Surgiu muita empresa de fazer entrega e o Correio ficou na mesmice.”

A resposta ocorre enquanto os números mostram uma situação financeira crítica. Dados prévios do balancete dos Correios apontam prejuízo de R$ 5,4 bilhões entre janeiro e junho deste ano. As despesas chegaram a R$ 12,4 bilhões no período, enquanto a receita ficou praticamente estável em R$ 8,16 bilhões.

Lula promete “enxugamento” e parcerias

Ao rejeitar a venda dos Correios, Lula afirmou que a nova administração da empresa deverá promover medidas para reduzir custos. O presidente também admitiu a possibilidade de parcerias com empresas privadas e estrangeiras como alternativa para a recuperação da estatal.

“Se for necessário fazer associação com a empresa, nós faremos, com empresa trabalhadora, com empresa estrangeira, porque a gente quer um Correio prestando serviços junto com qualquer outra empresa.”

A estratégia é apresentada pelo governo enquanto a empresa enfrenta forte pressão sobre o caixa. No fim de 2025, os Correios contrataram R$ 12 bilhões em empréstimos com um consórcio formado por Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander. A operação deverá gerar R$ 22,4 bilhões em despesas com juros ao longo de sua vigência.

Fonte: claudiodantas.com.br/Por Redação

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